ALMG: os próximos passos da lista de imóveis que Zema cogita transferir à União

Após aval da CCJ, relator na Comissão de Administração Pública, a próxima a analisar o texto, já está definido
O Colégio Estadual Central
Estadual Central está na lista de imóveis que podem ser federalizados. Foto: Luiz Santana/ALMG

Aprovado nesta terça-feira (30) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o projeto de lei que autoriza o governo estadual a negociar, junto à União, a federalização de 343 imóveis, voltará à pauta da Casa apenas na semana que vem. O Fator apurou que o próximo comitê a analisar a proposta, o de Administração Pública (APU), só analisará a proposta após uma audiência pública sobre o tema, marcada para terça-feira (7).

O relator da lista de imóveis na APU, aliás, já está definido: será Rodrigo Lopes, do União Brasil. A relação de edificações conta com locais como a Cidade Administrativa, o Colégio Estadual Central, o Hospital Risoleta Neves e o Palácio das Artes, todos em Belo Horizonte. O número de imóveis, contudo, pode diminuir ao longo das próximas fases de tramitação, já que o governo sinalizou a disposição de retirar, da relação, bens ligados à Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg).

O projeto a respeito do repasse de imóveis ao governo federal é parte do pacote relacionado ao Programa de Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A versão com sinal verde da CCJ é um substitutivo que estabelece uma série de condicionantes para a negociação envolvendo os empreendimentos.

Pelos termos do substitutivo, se a equipe do governador Romeu Zema (Novo) quiser envolver, nas tratativas com a União, os imóveis pertencentes a autarquias ou empresas públicas presentes na lista, será preciso, inicialmente, doá-los ao patrimônio público estadual. Aí, então, os ativos estarão aptos a compor as tratativas com o Ministério da Fazenda. 

Os 343 imóveis sugeridos pelo governo do estado estão assim divididos:

  • Edificações de propriedade estatal (143);
  • Edificações de propriedade de autarquias (129);
  • Edificações de propriedade de empresas públicas e de sociedades de economia mista (73).

Laudos obrigatórios

A lista do governo Zema foi remetida à Assembleia em maio. À época, o Palácio Tiradentes não indicou os valores estimados para cada um dos imóveis. O substitutivo aprovado na CCJ diz que o preço mínimo para qualquer transação imobiliária será o preço de mercado, a ser estabelecido em laudo de avaliação válido por no máximo um ano, com direito a uma renovação por igual período.

Ainda conforme o texto, mesmo em caso de eventuais negociações imobiliárias junto à iniciativa privada, as cifras arrecadadas terão de, obrigatoriamente, ser utilizadas na amortização da dívida.

Na CCJ, a lista de imóveis recebeu aval por 4 votos a 2. Se manifestaram favoravelmente os deputados Doorgal Andrada (PRD), João Magalhães (MDB), Maria Clara Marra (PSDB) e Zé Laviola (Novo). Os votos “não” foram dos oposicionistas Lucas Lasmar (Rede) e Doutor Jean Freire (PT).

Leia também:

Prefeito de Sabará prepara saída do Republicanos após desgaste interno

STF marca, pela terceira vez, julgamento sobre reabertura de inquérito contra deputado mineiro

CNN encerra 2025 como maior canal de notícias do país

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse