ALMG: relator defende federalização da MGI, mas dá tempo para colegas lerem parecer

Votação de projeto sobre transferência da estatal à União ficou para esta quinta-feira (25)
O deputado Rodrigo Lopes
O deputado Rodrigo Lopes, do União Brasil. Foto: Elizabete Guimarães/ALMG

Relator, na Comissão de Administração Pública da Assembleia Legislativa (ALMG), do projeto de federalização da Minas Gerais Participações S/A (MGI), o deputado estadual Rodrigo Lopes (União Brasil) apresentou, nesta quarta-feira (24), um parecer favorável à transferência da empresa à União como forma de abater parte da dívida com o governo federal. O relatório de Lopes, contudo, ainda não foi votado pelo comitê. O parlamentar deu tempo para que os colegas leiam o documento e, por isso, a sessão de análise do parecer ficou para esta quinta-feira (25).

O repasse da MGI ao governo federal é uma das apostas do governo de Romeu Zema (Novo) para refinanciar o passivo com a União por meio do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). A empresa passou a ser considerada relevante para a equação após o Ministério da Fazenda sinalizar ausência de interesse do governo federal na Empresa Mineira de Comunicação (EMC).

Responsável por recuperar créditos em liquidação e promover vendas de imóveis do patrimônio do governo estadual, a MGI tem, como grande atrativo, a posse de ações da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig)

A fatia acionária na estatal energética pode chegar a quase 6% se forem considerados títulos emprestados ao banco suíço Credit Suisse como garantia de um empréstimo feito pelo governo do estado. Sem isso, o percentual de ações da MGI na Cemig fica perto de 1%.

A MGI ainda possui participação de 0,02% na Gerdau, bem como ações residuais do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), da Companhia de Saneamento (Copasa) e da Companhia de Desenvolvimento (Codemge).

Na semana passada, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) já havia dado sinal verde à transferência da MGI para o rol de estatais da União. Depois do comitê de Administração Pública, a proposta será apreciada pela Comissão de Fiscalização Financeira e Orçamentária da Assembleia. No plenário, vão haver dois turnos de votação.

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