O senador Weverton Rocha (PDT-MA), alvo de busca e apreensão nesta quinta (18) na nova fase da Operação sem Desconto, não assinou o requerimento da CPMI do INSS.
Há duas listas principais de assinaturas.
A assinatura de Weverton não consta do requerimento original, protocolado em 12 de maio com as assinaturas de 36 senadores.
Até a leitura por Davi Alcolumbre em plenário, em 17 de junho, o texto ganhou novas assinaturas. Naquele dia, eram 44 senadores – e novamente Weverton não aparece na lista.
Em nota à imprensa, a assessoria de Weverton disse que o senador “recebeu com surpresa a busca em sua residência, com serenidade e se coloca à disposição para esclarecer quaisquer dúvidas assim que tiver acesso integra à decisão”.
O despacho de André Mendonça ordenando a operação, já tornado público, mostra que a PF pediu a prisão preventiva de Weverton.
“No que concerne à situação específica do investigado SENADOR WEVERTON, a Polícia Federal apresenta fortes indícios do seu envolvimento em relação à prática dos ilícitos envolvendo descontos em benefícios previdenciários pagos pelo INSS. Contudo, assiste razão ao MPF quando opina pelo descabimento da decretação da prisão preventiva”, escreveu o ministro do STF.
“A representação policial dedica a ele um capítulo extenso (item 2.1.21), em razão da alegação de sua posição de liderança política e possível posto de comando dentro da organização criminosa estruturada por ANTÔNIO CARLOS CAMILO ANTUNES” – o “Careca do INSS”.
“O Senador WEVERTON teria, segundo a peça de representação da Polícia Federal, atuado: como beneficiário final (“sócio oculto”) de operações financeiras estruturadas pela organização criminosa, recebendo recursos ou benefícios por meio de interpostas pessoas, alguns seus assessores parlamentares”, acrescentou Mendonça na decisão.
No mês passado O Fator mostrou que o deputado Euclydes Pettersen (Republicanos-MG), também alvo da Sem Desconto, também não assinou o requerimento da CPMI.
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