A decisão do senador Rodrigo Pacheco (MG), ainda no PSD, de não anunciar sua filiação ao PSB nessa quarta-feira (25), durante jantar com lideranças do partido em Brasília (DF), frustrou a delegação mineira que viajou à capital federal para o encontro. Durante o evento, no entanto, o senador deixou sinais de aproximação com a sigla comandada pelo prefeito de Recife (PE), João Campos.
Ao final do jantar, Pacheco afirmou, em um breve discurso aos presentes, ter recebido dos pessebistas o convite mais sedutor visando as eleições de 2026. Sem cravar sua filiação, o senador disse que irá atuar para fazer do PSB o maior partido de Minas Gerais.
Aliados de Pacheco afirmam que ele foi ao jantar por cortesia. Segundo o entorno do ex-presidente do Congresso Nacional, não há definição sobre a nova casa partidária e tampouco a respeito de uma candidatura ao governo mineiro, desejo expresso do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Marcaram presença, além de Campos, o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, a deputada federal Tabata Amaral, e o ex-presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira. De Minas, participaram dirigentes e pré-candidatos a cargos legislativos, liderados pelo prefeito de Conceição do Mato Dentro, Otacílio Neto, o Otacilinho, presidente estadual do partido.
Lideranças políticas relataram a O Fator durante o encontro que Pacheco não assinou a ficha de filiação ao PSB porque ainda espera pelo desfecho das conversas de Lula com o MDB.
Na terça-feira (24), Lula recebeu no Palácio do Planalto ministros, governadores e senadores emedebistas para avaliar o cenário nos principais colégios eleitorais do país.
O presidente afirmou estar convencido de que Pacheco entrará na corrida pelo Palácio Tiradentes e sondou interlocutores sobre uma eventual filiação do senador.
O MDB mineiro lançou no final do ano passado a pré-candidatura do ex-presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH), Gabriel Azevedo.
Conforme mostrou O Fator, Lula espera que Pacheco defina até sexta-feira (27) se aceita ou não concorrer ao Executivo estadual.
Ainda pelo que apurou a reportagem, antes de oficializar sua saída do PSD, Pacheco comunicará a decisão em conversa com o presidente nacional Gilberto Kassab. O senador mineiro ingressou na legenda em 2021, após deixar o antigo DEM.