BHP muda de advogados em processo sobre tragédia de Mariana que corre na Justiça inglesa

Companhia comunicou alteração ao Tribunal de Londres nesta sexta-feira (19)
Imagem aérea do Rio Doce, na cidade Resplendor (MG), afetado pelo rompimento da Barragem do Fundão em Mariana
Lama de rejeitos atingiu o Rio Doce e seguiu até o Espírito Santo. Foto: Fred Loureiro/Secom-ES

A BHP anunciou, nesta sexta-feira (19), que constituiu novos advogados de defesa no processo que tramita na Justiça do Reino Unido e trata da tragédia de Mariana, ocorrida em 2015. A mineradora, agora, é representada pelo escritório Herbert Smith Freehills Kramer LLP. A nova banca substituirá a equipe do Slaughter and May.

A mudança acontece pouco mais de um mês após a Corte sediada em Londres apontar a BHP como responsável direta e indireta pelo rompimento da Barragem de Fundão. A sentença, expedida na primeira fase do julgamento, apontou que o derramamento de rejeitos ocorreu por causa de negligência, imprudência e/ou imperícia da mineradora.

Na decisão, a juíza Finola O’Farrell diz que a BHP exerceu controle sobre a Samarco, empresa que operava a barragem, participou de decisões relacionadas à estrutura e obteve benefícios financeiros da operação.​

Busca por recurso

Nesta semana, O’Farrel indicou que vai se manifestar por escrito, em data a ser definida, a respeito do pedido da BHP para recorrer da sentença. Esta fase do julgamento também aborda a responsabilidade sobre custos da primeira etapa do processo.

Os atingidos de Mariana são representados em Londres pelo escritório Pogust Goodhead. 

No início do mês, David Waksman, outro juiz britânico, negou pedido da BHP para impedir uma ação movida pelo Pogust Goodhead nos Estados Unidos da América (EUA). O processo foi aberto a fim de obter o depoimento de André de Freitas, ex-presidente da Fundação Renova, criada para conduzir a reparação aos afetados pela tragédia.

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