Ciro Nogueira afirma que PP e União Brasil mantêm apoio a Mateus Simões ao governo de Minas

Presidente do PP disse a O Fator que o martelo já foi batido; enquanto isso, União Brasil segue na mira de outras siglas
O senador Ciro Nogueira é presidente nacional do PP.
O senador Ciro Nogueira (PI) também reafirmou o compromisso da federação com o nome de Marcelo Aro ao Senado. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

O presidente nacional do PP, Ciro Nogueira (PI), afirmou nesta quinta-feira (19) a O Fator que a federação do partido com o União Brasil mantém o acordo para apoiar a chapa formada pelo vice-governador Mateus Simões (PSD) ao governo de Minas Gerais e por Marcelo Aro (PP) ao Senado nas eleições deste ano.

A federação havia oficializado, em agosto do ano passado, apoio a Simões e à pré-candidatura de Marcelo Aro, secretário de Governo de Minas, ao Senado. Desde então, porém, o União Brasil passou a ser alvo de intensa articulação de outras legendas. 

Apesar da consideração por outros nomes ventilados para disputar o comando do estado, como os senadores Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG) e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), Ciro Nogueira garantiu que a aliança partidária já bateu o martelo: “(são) meus queridos amigos, mas já decidimos por Simões e Aro”.

O União Brasil como “noiva”

O União Brasil integra os planos de ao menos três forças políticas. Enquanto o Republicanos busca a sigla para compor uma coligação em apoio a Cleitinho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quer Pacheco filiado à legenda para disputar o governo mineiro e fortalecer o palanque de sua reeleição no estado.

Pacheco, inclusive, articulou em fevereiro a escolha do deputado federal Rodrigo de Castro para o comando do União Brasil em Minas, mas ainda não decidiu sobre sua filiação à sigla. A decisão precisa sair até 4 de abril, prazo em que parlamentares de seu grupo precisam definir suas filiações, conforme o calendário da Justiça Eleitoral.

O impasse recai sobre a federação com o PP, cujas lideranças defendem apoio à candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República, posição que conta com respaldo por alguns nomes do União Brasil no estado. Nesse contexto, o projeto de servir como palanque para Lula não se sustenta.

Como Pacheco já afirmou que não apoiará uma candidatura de direita ao Planalto, ele não concorreria ao pleito nessa configuração de cenário. Uma alternativa estudada seria a liberação da federação para garantir autonomia nos estados, mas a articulação agora ficou nas mãos de Lula.

A ruptura de Pacheco com o PSD tem raízes em conflitos internos, cujo ápice foi a chegada de Simões à legenda para disputar o governo estadual. Antes de se filiar ao PSD, o vice de Romeu Zema (Novo) era filiado ao Novo e fez a troca em busca de uma estrutura partidária mais robusta, especialmente em recursos e visibilidade.

Simões e a busca por alianças 

Enquanto tenta consolidar a federação como base até as convenções partidárias, previstas para o segundo semestre, Simões atua para atrair o PL. Seu principal trunfo é o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), o nome de maior votação da legenda no estado e defensor da aliança.

Outra ala do partido, no entanto, prefere apoiar Cleitinho. O Republicanos também está na mira de Simões para compor o arco de alianças, embora o presidente nacional da legenda, o deputado Marcos Pereira (SP), já tenha determinado que a sigla lance candidatura própria ao governo de Minas. 

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