Contagem reduz em R$ 67 milhões o corte de gastos previsto para este ano

Ajuste administrativo busca conter pressão sobre finanças do município e preservar serviços essenciais
O decreto original, publicado em maio, acendeu o alerta ao fixar um corte de despesas de R$ 108 milhões. Foto: Elias Ramos / PMC

A Prefeitura de Contagem decidiu reduzir, de R$ 108 milhões para R$ 41 milhões, o corte de gastos previsto para este ano. O afrouxamento de R$ 67 milhões no contingenciamento, oficializado na sexta-feira (11), é, segundo apurou O Fator, uma forma de reduzir desgastes políticos e conter o barulho sobre a saúde financeira do município da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH).

A partir do novo decreto, a tendência é que futuros ajustes orçamentários ocorram de forma administrativa, longe dos holofotes, como estratégia para distensionar o olhar sobre as finanças do município e reduzir a pressão externa sobre a administração da prefeita Marília Campos (PT).

Em nota enviada a O Fator, a Prefeitura de Contagem afirmou que a revisão do contingenciamento foi motivada pelo “acompanhamento das despesas realizadas” e pelo “comportamento da arrecadação do município”.

Segundo a administração, o ajuste tem por objetivo preservar a execução dos serviços públicos prioritários para o segundo semestre de 2025 e manter o equilíbrio fiscal.

Questionada sobre possíveis pressões políticas para a revisão, a gestão negou influência de entidades, sindicatos ou vereadores, enfatizando que a decisão foi “pautada exclusivamente por critérios técnicos”.

O novo decreto prevê o acompanhamento permanente das receitas e despesas do município e, segundo a nota, poderá “ensejar novas revisões para a manutenção do equilíbrio financeiro” ao longo do ano.

O decreto original, publicado em maio, acendeu o alerta ao fixar um corte de despesas de R$ 108 milhões. Interlocutores apontam que, com o contingenciamento naquele patamar, cada nova despesa que fosse anunciada correria o risco de ser colocada sob contraste direto com o discurso de contenção de gastos, alimentando questionamentos sobre o real estado das contas públicas.

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