Meta diz a CPI não ter dados de anúncios fraudulentos no Brasil

“Eu tenho muita dificuldade em considerar essa resposta razoável”, rebateu o relator, Alessandro Vieira
Diretora de Políticas Econômicas da Meta para a América Latina, Yana Dumaresq Sobral Alves. na CPI do Crime Organizado
Yana Dumaresq, da Meta, na CPI: só dados globais. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A diretora de Políticas Econômicas da Meta para a América Latina, Yana Dumaresq Alves, disse nesta terça (24) à CPI do Crime Organizado não ter dados sobre anúncios fraudulentos no Brasil.

A Meta é a empresa dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp.

O relator da CPI, Alessandro Vieira (MDB-SE), questionou a diretora sobre a análise da Meta a respeito de golpes na internet. Vieira citou uma pesquisa do Datafolha, na qual quase 20% dos entrevistados disseram ter sido ameaçados ou chantageados por criminosos que usaram dados deles ou de familiares para exigir dinheiro nos 12 meses anteriores. Na mesma pesquisa, 36% dos entrevistados disseram ter sofrido “tentativa de golpe virtual”, com ou sem prejuízo.

Yana respondeu: “A Meta trabalha globalmente, né? Então nós olhamos dados mais de forma global. Por isso, quando eu falo para o senhor, é… No ano passado, nós removemos 134 milhões de anúncios fraudulentos e desmantelamos algo como 12 milhões de contas, né? Então a gente trabalha mais com um viés global. Obviamente temos, sim, repercussões em casos no Brasil, mas as nossas estatísticas são globais”.

Vieira rebateu: “Só para deixar bem ajustada a resposta, a senhora me informa que não tem dados referentes, segmentadamente, ao Brasil”.

Ela confirmou: “Não temos dados segmentados do Brasil”.

Vieira comentou: “Assim, eu tenho muita dificuldade em considerar essa resposta razoável. Não porque duvide da firmeza da senhora, não é isso, mas é porque uma empresa desse tamanho, com tanto recurso, e que tem entre as suas múltiplas qualidades a segmentação da atuação, é, tem que conhecer os seus mercados, as fragilidades e fortalezas do seu mercado. Não é razoável, imagino que o Brasil seja um dos três ou quatro maiores mercados da empresa, globalmente, em número de usuários”.

Obviamente, para a Meta chegar ao número de “134 milhões de anúncios fraudulentos” removidos globalmente no ano passado é preciso saber o valor das parcelas de cada país.

Leia mais:

Governo abandona processo contra Google que rendeu US$ 1,7 bi nos EUA

Facebook já faturou R$ 51 milhões com eleições municipais

Leia também:

Belo Horizonte recebe consulado do Paraguai e nomeia empresário como cônsul honorário

Flávio Bolsonaro tenta segurar decisões em Minas enquanto insiste em Zema como vice

Por que grupo de vereadores tenta derrubar chefe de Regional da Prefeitura de BH

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse