A bancada de parlamentares de Minas Gerais no Congresso Nacional voltou a adiar a eleição para a escolha do novo coordenador do grupo. O anúncio foi feito pelo atual coordenador, deputado Luiz Fernando Faria (PSD), em mensagem enviada nesta terça-feira (10) ao grupo de WhatsApp dos parlamentares mineiros, conforme imagem obtida pela reportagem.
No comunicado, Luiz Fernando Faria informou que a votação, que já havia sido postergada anteriormente, foi adiada em razão da impossibilidade de participação de alguns deputados nas sessões desta semana e, principalmente, pelo pedido do deputado Paulo Guedes (PT), um dos pré-candidatos ao cargo. Guedes justificou o pedido citando a missa de sétimo dia por sua mãe, recentemente falecida. Segundo Faria, após consulta aos pré-candidatos, todos concordaram em marcar a nova eleição para a próxima terça-feira (17), às 17h.
Entre as manifestações, o deputado Newton Cardoso Jr. (MDB) declarou concordância com o adiamento, ressaltando o respeito ao momento de luto de Paulo Guedes. O próprio Paulo Guedes agradeceu publicamente o gesto dos colegas.
A eleição do novo coordenador da bancada mineira estava inicialmente prevista para fevereiro, mas já foi adiada em outras ocasiões por divergências entre os postulantes ao cargo. Em maio, a bancada aprovou alterações no regimento interno, entre elas a proibição da reeleição para a função de coordenador-geral, que terá mandato anual. Também foi estabelecida a realização de votação aberta ou secreta, a ser definida em plenário, e a possibilidade de qualquer deputado federal ou senador eleito por Minas Gerais se candidatar.
Atualmente, além de Paulo Guedes e Luiz Fernando Faria, o deputado Newton Cardoso Jr. é apontado como postulante ao cargo – até o momento, inclusive, Newton Cardoso Jr. é o único que se declarou publicamente candidato, distribuiu mensagens e imagens solicitando apoio dos colegas à sua candidatura.
O novo regimento prevê ainda maior transparência nas decisões da bancada, formada por 53 deputados federais e três senadores, bem como a criação de grupos temáticos e a abertura de reuniões a representantes do governo estadual, prefeitos e entidades de classe, sem direito a voto.