A Comissão de Segurança Pública da Câmara acaba de aprovar, por 15 votos a 8, um projeto de lei que veda o uso de armas de fogo pelos agentes da segurança do presidente Lula e seus ministros.
O projeto é um chiste, uma provocação. Ele ainda será enviado para a CCJ e para a Comissão de Administração e Serviço Público.
O texto é de autoria de Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP), co-assinado por Delegado Caveira (PL-PA), e o parecer foi de Gilvan da Federal (PL-ES) – todos integrantes da bancada da bala.
Bilynskyj reagiu a uma declaração de Lula. Em uma live em agosto de 2023 no CanalGov, ainda com o ex-global Marcos Uchôa, Lula declarou: “Quem é que quer comprar arma? É o crime organizado e algumas pessoas que não querem fazer bem pra ninguém. Eu não quero ter arma dentro de casa para fazer bem (sic). Se eu tiver arma em casa, é para me livrar de alguém”.
Para Bilynskyj, “[a] proibição do uso de armas de fogo pelos agentes da segurança pessoal do Presidente da República e de seus Ministros de Estado é uma medida coerente com a visão do atual governo de promover uma cultura de paz, reduzir a violência e buscar soluções não violentas para os desafios de segurança”.
Gilvan da Federal concordou, escrevendo no parecer: “consideramos fundamental a adequação da segurança do Presidente da República e de seus Ministros de Estado à realidade imposta pelos mesmos ao cidadão comum”.
Pastor Henrique Vieira (PSOL-RJ) protestou nesta terça (8) contra o projeto, dizendo que ele é inconstitucional e que colocaria em risco também os próprios profissionais de segurança de Lula e seus ministros.
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