EUA querem desenvolver processamento de terras raras no Brasil

Atualmente a DFC, equivalente americano do BNDES, investe em dois projetos de terras raras em Goiás
Caleb Orr
Caleb Orr: parceria com o Brasil. Reprodução/Zoom

O secretário de Estado adjunto para Assuntos Econômicos, Energéticos e Comerciais dos EUA, Caleb Orr, disse nesta quarta (11) que o governo americano “tem interesse em desenvolver capacidades de processamento [de terras raras e minerais] no Brasil”.

A declaração foi em entrevista coletiva online.

“Os Estados Unidos enxergam o Brasil como um parceiro essencial em minerais críticos, tanto pelas imensas reservas naturais brasileiras desses minerais, mas também pela sofisticação e diversificação de sua economia, que irão permitir o processamento também no Brasil e a auxiliar os Estados Unidos a diversificar seus mercados de processamento e refino de minerais críticos”, acrescentou Orr.

Em resposta a mais uma pergunta, Orr deixou mais claro: “Portanto, sim, os Estados Unidos têm interesse em desenvolver capacidade de processamento no Brasil e em outros locais mais próximos dos Estados Unidos, e que estejam dentro das cadeias de suprimentos seguras que buscamos criar.

E, como disse antes, devido às altas concentrações de terras raras no Brasil – e os Estados Unidos já estão financiando alguns desses projetos – acredito que seja um próximo passo natural incentivar o processamento”.

Atualmente a DFC, equivalente americano do BNDES, investe em dois projetos de terras raras no Brasil: o Projeto Carina, da mineradora chilena Aclara, que deve iniciar a extração em 2028; e o projeto Pela Ema, da Serra Verde, que já começou produção e processamento básicos, mas não de refino.

Ambos os projetos são em Goiás. O investimento anunciado na Serra Verde é de US$ 565 milhões (no câmbio de hoje, R$ 2,9 bilhões). O investimento na Aclara é de até US$ 5 milhões.

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