O PL fez jogo duro, mas não conseguiu segurar o deputado estadual Eduardo Azevedo fora da campanha do irmão, Cleitinho Azevedo (Republicanos), ao governo de Minas Gerais. O parlamentar chegou a apresentar formalmente ao partido um pedido de autorização para apoiá-lo, mas não conseguiu resposta. No fim de semana, porém, recebeu informalmente de líderes da sigla o sinal verde para mergulhar na candidatura.
A situação é diferente da de Vile Santos (PL), que, como mostrou O Fator, teve uma espécie salvo-conduto dado diretamente por Flávio Bolsonaro para apoiar Cleitinho.
A O Fator, Eduardo confirmou que estará oficialmente na campanha do Republicanos. Além de trabalhar pela candidatura do irmão, ele pretende atuar a favor de Flávio Bolsonaro na corrida pela Presidência da República. A estratégia se aproxima da adotada por Vile: embora Cleitinho seja adversário de Flávio Roscoe, candidato do PL ao governo de Minas, o palanque do senador também serve de espaço para a chapa liberal ao Palácio do Planalto.
As peças gráficas de Eduardo poderão ter a imagem de Cleitinho, desde que custeadas sem recursos do PL. O clã Azevedo já encomendou materiais em que os três irmãos — Eduardo Gleidson e Cleitinho — aparecem lado a lado.
Nos materiais oficiais campanha do Republicanos, entretanto, apenas Gleidson, também filiado à agremiação e concorre a uma vaga na Câmara dos Deputados, figura ao lado de Cleitinho.
Cleitinho, aliás, já passou por situação parecida com o candidato ao Senado Marcelo Aro (PP). O congressista se afastou da campanha de Aro na semana passada, sob a justificativa de que a coligação liderada pelo Republicanos não conta com um concorrente oficial à Casa Alta do Congresso Nacional e que a federação União Brasil-PP está alinhada a Mateus Simões (PSD). Oficialmente, a intenção é evitar desconfortos jurídicos. Nos bastidores, contudo, houve pressão de lideranças refratárias a Aro por um distanciamento.