O Itaú BBA acredita que a privatização da Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) poderá ser concluída até abril. Otimista com o processo de venda das ações da estatal, o banco elevou o preço-alvo dos títulos para R$ 55,90. Antes, o valor estava em R$ 43,20.
As considerações constam em relatório divulgado na semana passada a investidores. No documento, o Itaú BBA aponta a existência de “marcos políticos que abrem caminho para a privatização até abril”.
Na lista de acontecimentos que fazem os analistas Flipe Andrade, Luiza Candiota e Victor Cunha acreditarem na venda ainda no primeiro terço do ano, está a aprovação, em dezembro, da lei estadual que autoriza a negociação.
“O projeto, agora, passa para as etapas corporativas, técnicas e de governança necessárias para o lançamento formal da oferta”, salientam.
O trio também destaca as negociações com a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) para a renovação do contrato de concessão. As tratativas, que avançaram no mês passado, deram origem a um memorando de entendimentos que prevê a extensão do vínculo entre as partes até 2073.
A revisão do preço-alvo das ações, por sua vez, levou em conta também recentes mudanças na Agência Reguladora de Saneamento e Energia de Minas Gerais. A nova lei-base de atuação da autarquia dá ao setor a tarefa de fiscalizar ações correlatas ao saneamento básico, como drenagem pluvial e limpeza urbana.
Privatização da Copasa
No início deste mês, os materiais referentes à privatização da Copasa foram remetidos ao Comitê de Coordenação e Governança de Estatais (CCGE), instância do poder Executivo que precisa validar o movimento. Laudos confeccionados pela tríade formada por Stocche Forbes, Ernst Young e BTG Pactual vão ajudar a empresa a definir, por exemplo, o valuation.
Pela lei sancionada pelo governador Romeu Zema (Novo), os recursos arrecadados com a transação precisarão ser direcionados ao cumprimento de obrigações previstas no Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Participante do Propag desde 31 de dezembro, Minas Gerais precisa, como contrapartida ao refinanciamento do débito junto à União, aportar um percentual entre 0,5% e 2% de seu passivo em políticas públicas em áreas como educação e infraestrutura.
