Líder de partido do MBL promete oposição a eventual candidatura de Cleitinho em MG: ‘Vou fazer o diabo para não botar esse cara lá’

Renan Santos, da Missão, diz que prioridade é chapa própria, mas não descarta aliança com outros nomes à direita
Missão
Missão tem como presidente nacional o líder do MBL, Renan Santos. Foto: Bruna Pozelli/Missão

O presidente da Missão, partido ligado ao Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos, diz que a legenda fará oposição a uma eventual candidatura de Cleitinho Azevedo (Republicanos) ao governo de Minas Gerais no ano que vem. Embora aponte a pretensão da sigla em lançar uma chapa própria para concorrer ao Palácio Tiradentes, Santos não descarta uma composição com outros nomes à direita, como o vice-governador Mateus Simões (PSD), a fim de impedir o avanço do senador. 

“Dado que não queremos ter nem Cleitinho nem um candidato ligado ao lulismo, algo precisa ser feito. Espero que seja uma candidatura da Missão, mas, em última instância, juntar forças com figuras políticas para evitar o desastre Cleitinho. Se isso for, eventualmente, apoiar Simões, é uma coisa para a gente deixar para o ano que vem”, pontuou, na noite dessa quinta-feira (4), ao ser questionado pelo publisher de O Fator e colunista de O Antagonista, Ricardo Kertzman, durante participação no programa “Papo Antagonista”.

“Não dá para botar o Cleitinho. Vou fazer o diabo para não botar esse cara lá”, emendou.

A Missão recebeu aval da Justiça Eleitoral em outubro. No plano nacional, Renan Santos é pré-candidato à Presidência da República. Como O Fator já mostrou, em Minas, a legenda enfrenta obstáculos burocráticos: os principais quadros do MBL no estado estão filiados a outros partidos e, para participar da eleição pela nova sigla, precisam costurar saídas amigáveis das atuais agremiações.

É o caso, por exemplo, de Luana Silva, vereadora de Chapada Gaúcha, no Norte do estado. A parlamentar compõe os quadros do Podemos e conversa com o atual partido a fim de evitar uma migração conflituosa, que poderia gerar perda de mandato. Luana considera concorrer à Assembleia Legislativa. 

Cleitinho, por sua vez, ainda não bateu o martelo sobre uma possível candidatura à sucessão de Romeu Zema (Novo). O senador deve postergar a decisão até março. A possibilidade de o deputado Nikolas Ferreira (PL) apoiar Mateus Simões pode pesar.

Viabilidade eleitoral é critério inegociável

Ao apontar o lançamento de uma candidatura própria ao governo mineiro como plano A a Missão, Santos cita a necessidade de o partido apresentar um nome com as visões do MBL sobre temas como os problemas fiscais do estado, que lida com uma dívida superior a R4 170 bilhões junto à União.

Apesar disso, o dirigente reconhece que entraves podem dificultar a empreitada.

“A gente está adotando uma política de ter candidatos ao governo em todos os principais estados do Brasil, e não vai ser diferente em Minas Gerais. Naturalmente, se o quadro que montarmos e colocarmos para a candidatura ao governo não for suficiente no sentido eleitoral, de desempenho, ou do ponto de vista técnico, (sem) conseguir levar à frente a agenda, aí, talvez, a gente não tenha”, analisou.

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