Lithium Ionic vende projeto em Salinas para australiana PLS

Negociação foi de US$ 37,5 milhões; conversas haviam sido adiantadas por O Fator no mês passado
PLS é uma das maiores empresas de lítio do mundo Foto: Divulgação

A mineradora canadense Lithium Ionic anunciou na noite desta quarta-feira (12) que vendeu seu projeto em Salinas, no Vale do Jequitinhonha, para a australiana PLS por US$ 37,5 milhões (R$ 195 milhões).

Conforme O Fator noticiou em julho, as duas empresas já vinham negociando há meses. No mercado, a aquisição é vista como oportuna para a PLS, uma vez que o projeto da Lithium Ionic fica próxima à planta da australiana e representa a possibilidade de a mineradora expandir seu planos de extração.

Do total negociado, US$ 30 milhões serão pagos assim que as partes burocráticas do negócio forem fechadas. Já os demais US$ 7,5 milhões serão desembolsados até o final de 2029 ou assim que o projeto principal da PLS, chamado de Colina, receber a decisão final de investimento.

A venda também prevê que, além do valor negociado, a PLS precisará repassar para a Lithium Ionic 2% de seu futuro faturamento com o projeto.

O valor da negociação ajudará a Lithium Ionic a desenvolver seu principal projeto, localizado em Araçuaí e Itinga, também no Vale do Jequitinhonha. A empresa é alvo de disputas judiciais em torno de seu controle – diretores da empresa são acusados de desviarem, em favor da empresa, direitos minerários de uma mineradora onde trabalharam anteriormente.

Formado em jornalismo pela PUC Minas, Pedro Lovisi trabalhou nas redações do jornal Estado de Minas e da Rádio Itatiaia. Nos últimos cinco anos, foi repórter da Folha de S.Paulo, onde se destacou pela cobertura econômica de setores ligados à transição energética, principalmente energia e mineração. Também é mestre em Governança Global e Formulação de Políticas Internacionais pela PUC SP, onde estudou instrumentos orçamentários para cidades mineradoras de Minas Gerais.

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