A Itaminas, mineradora sediada em Minas Gerais, realizou sua primeira exportação direta de minério de ferro para o mercado internacional, utilizando a infraestrutura do Porto Sudeste, localizado no litoral do Rio de Janeiro, na última quinta-feira (26). A operação representa uma mudança estratégica para a empresa, que passa a dispor de autonomia comercial e a ampliar seu acesso a diferentes destinos globais.
O procedimento foi acompanhado de cerimônia institucional, onde membros da diretoria apresentaram os pontos considerados fundamentais para a realização do embarque direto. Na ocasião, uma equipe da companhia participou de visita técnica às instalações do porto, incluindo o píer de embarque, com o propósito de conhecer e avaliar as operações logísticas in loco.
Thiago Toscano, CEO da Itaminas, declarou que a exportação direta fortalece a posição competitiva da empresa e viabiliza maior velocidade na movimentação de cargas. O vice-presidente de Operações, Argeu Géo Filho, ressaltou o impacto da nova rota logística na redução de prazos para entrega do minério de ferro no exterior, ampliando o alcance de mercados internacionais.
A diretora de Operações da Itaminas, Clacione Clás, destacou a importância do fortalecimento da cadeia de valor, com a integração entre produção, transporte e embarque. De acordo com as informações divulgadas, a iniciativa está alinhada com a estratégia de internacionalização da empresa e busca expandir o volume exportado, além de diversificar os destinos.
O embarque do minério foi registrado pelas redes sociais da companhia, reforçando a comunicação institucional com colaboradores, parceiros e clientes. A Itaminas reitera o compromisso com o propósito “Mineração que sustenta a vida”, agora com atuação ampliada para além das fronteiras nacionais.
O Porto Sudeste, operado em parceria público-privada, fornece via marítima acesso a mercados da Ásia, Oriente Médio e Europa, potencializando o fluxo de commodities do interior de Minas Gerais para o exterior. O empreendimento recebe insumos vindos da Ferrovia Central do Brasil (EFCB) e de rodovias, consolidando-se como um dos principais corredores logísticos do país.