MP de Contas prorroga inquérito sobre possíveis irregularidades no quadro de pessoal estatal mineira

Apuração a respeito da contratação de funcionários por parte da Codemge deve seguir até o ano que vem
Foto mostra a sede da Codemig
Codemig e sua controladora, a Codemge, podem ser federalizadas a fim de abater dívida mineira. Foto: Gil Leonardi/Imprensa MG

O Ministério Público de Contas do Estado de Minas Gerais (MPC-MG) decidiu prorrogar, até setembro do ano que vem, um inquérito que apura possíveis irregularidades no quadro de pessoal e na contratação de funcionários por parte da Companhia de Desenvolvimento de Minas Gerais (Codemge). A decisão pela extensão dos trabalhos foi tomada nessa quinta-feira (11).

A prorrogação do inquérito foi definida após a Codemge, controladora da Companhia de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais (Codemig), expedir ofício informando, ao MPC-MG, ter contratado uma empresa para construir um plano de cargos, salários e carreiras.

No ato que oficializa a extensão da apuração, o procurador Daniel de Carvalho Guimarães diz que o novo prazo foi definido porque o contrato com a empresa responsável por elaborar o plano de cargos da Codemge ainda não terminou. De acordo com Guimarães, há necessidade de “acompanhar a execução e implementação” do plano.

O inquérito foi aberto em 13 de setembro do ano passado, após o recebimento de denúncia sobre o tema.  O Fator questionou a Codemge sobre a decisão do MPC-MG de estender a apuração até o ano que vem. O espaço segue aberto.

Federalização na mira

Codemge e Codemig, cabe lembrar, estão no rol de ativos oferecidos à União pelo governo de Minas como forma de abater a dívida pública. As leis que autorizam a federalização das duas empresas já foram sancionadas pelo governador Romeu Zema (Novo).

O repasse do controle das companhias, entretanto, ainda depende de acordo entre os Executivos federal e estadual, por meio do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag)

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