O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) abriu uma investigação para apurar se o deputado estadual Bosco (Cidadania) utilizou recursos de verba indenizatória da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) para financiar, de forma indevida, a campanha eleitoral de seu filho, João Bosco Júnior, a vice-prefeito de Araxá, no pleito municipal do ano passado. O inquérito foi instaurado na última sexta-feira (28).
Filiado ao PL, João Bosco Júnior foi eleito vice-prefeito na chapa de Robson Magela (Cidadania).
A verba indenizatória foi criada pela ALMG para cobrir despesas diárias vinculadas ao exercício do mandato parlamentar, como locação de veículos e serviços essenciais, e não pode, por lei, ser utilizada para outros fins. A suspeita é que essa verba teria custeado alguns dos gastos de campanha em Araxá.
Procurada, a assessoria do deputado estadual Bosco afirmou desconhecer a existência do inquérito e afirmou que até o momento o parlamentar não foi notificado formalmente sobre a investigação.
O deputado também classificou como “infundada” uma possível denúncia e levantou a hipótese de que ela seria consequência do ambiente eleitoral local.
Ainda segundo o posicionamento oficial, Bosco jamais utilizou recursos públicos para financiar campanhas eleitorais em Araxá ou em qualquer outra região de sua atuação parlamentar. Ele também disse estar à disposição da Justiça para prestar os esclarecimentos necessários.