Nova taxa divide opiniões entre comerciantes e transportadores da Ceasa

Cobrança para estacionar em um dos espaços destinados a veículos que passam pelo local começará a valer em janeiro
Foto mostra a Ceasa
Cobrança de estacionamento em parte da Ceasa começará a valer em janeiro. Foto: Guilherme Bergamini/ALMG

A poucos dias da mudança da direção das Centrais de Abastecimento de Minas Gerais (CeasaMinas), a Diretoria Técnica Operacional da estatal apresentou um projeto piloto para a cobrança de R$ 1,7 mil mensais de caminhoneiros que acessarem o entreposto, localizado em Contagem, e desejarem estacionar as carretas em uma área com 61 vagas. A medida, detalhada em reunião na última terça-feira (10), passará a valer em 6 de janeiro.

Em resposta a O Fator, a direção da Ceasa explicou que as mudanças estão sendo feitas com o apoio da Associação dos Produtores de Hortifrutigranjeiros das Ceasas (Aphcemg). Segundo o entreposto, trata-se de um plano em estágio de teste, no estacionamento em uma das vias laterais do Mercado Livre do Produtor (MLP).

O objetivo da proposta, ainda segundo a Ceasa, é “coibir o comércio irregular de vagas no entreposto e dar melhores condições para o comprador, que passará a ter essa opção”. Nos bastidores, defensores da medida afirmam que o número de flanelinhas nos arredores do entreposto é alto. Assim, a reserva de vagas serviria para combater a prática e permitir que os transportadores de alimentos ganhem tempo.

“Aqueles que não quiserem utilizar as vagas reservadas, poderão usar as demais vagas do MLP, sem pagamento”, lê-se em nota enviada pela estatal à reportagem.

Uma estimativa publicada no site da Ceasa aponta que, mensalmente, 475 mil veículos de carga passam pelo entreposto. O número, entretanto, não diferencia os caminhões de outros veículos, como as caminhonetes.

A proposta de cobrança por vagas de estacionamento gerou reclamações de donos de sacolões e caminhoneiros, compradores das mercadorias vendidas no entreposto. Representantes desses grupos chegaram a se reunir com a direção da Ceasa para protestar contra o controle de estacionamento.

“Como compradores regulares e participantes ativos do comércio neste importante entreposto, temos identificado questões relacionadas à organização, disponibilidade e funcionamento do estacionamento de caminhões do entreposto”, registra o documento.

A CeasaMinas, vale lembrar, mudará de presidente em breve. Hideraldo Henrique (sem partido), prefeito de Boa Esperança, tomará posse na quarta-feira (18).

Guilherme Jorgui é jornalista e tem especialização em comportamento eleitoral, opinião pública e marketing político (UFMG).

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