O PDT cometeu uma gafe nesta quarta-feira (3), ao anunciar oficialmente a filiação de Alexandre Kalil ao partido. O material, divulgado pela legenda por meio da rede social “X”, diz que o ex-prefeito de Belo Horizonte foi um “deputado federal combativo”. Kalil, entretanto, nunca atuou no Congresso Nacional.
“Ex-prefeito que transformou Belo Horizonte, deputado federal combativo e uma das principais vozes da democracia em Minas Gerais. Kalil sempre esteve do lado certo da história e enfrentou a extrema-direita quando foi preciso”, diz um trecho do texto publicado pelo PDT.
Em 2014, Kalil chegou a registrar uma candidatura a deputado federal pelo PSB, mas desistiu da empreitada. À época presidente do Atlético, ele justificou a decisão alegando que o momento do clube, então no meio da tabela do Campeonato Brasileiro, demandava atenção integral de sua parte.
Kalil, cabe lembrar, está inelegível por cinco anos. A decisão, proferida no mês passado pelo juiz Danilo Couto Lobato Bicalho, consta nos autos de um processo sobre suposta improbidade administrativa. Para participar da eleição do ano que vem, o ex-dirigente precisará reverter a decisão.
Na visão de Bicalho, o ex-prefeito se omitiu de cumprir decisão judicial que determinava a reabertura de ruas e de uma praça no bairro Mangabeiras III, mantidas fechadas por uma associação de moradores.
A articulação que resultou na ida de Kalil para o PDT aconteceu por vias nacionais. O responsável por propor o movimento foi o ex-ministro Carlos Lupi, que preside o diretório federal da sigla.

Sem papel passado com o Republicanos
Depois de deixar o PSD, Kalil chegou a acertar, no ano passado, uma filiação ao Republicanos. O embarque formal na legenda, contudo, nunca aconteceu.
O acerto informal com o Republicanos aconteceu na esteira do apoio dele à candidatura do deputado estadual Mauro Tramonte à Prefeitura de BH. O parlamentar, contudo, acabou não passando para o segundo turno.
