O presidente do Conselho de Administração da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE), Alexandre Ramos, é o principal cotado para assumir a presidência da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) a partir do fim de abril, quando termina o mandato de Reynaldo Passanezi à frente da estatal.
Ramos preside o Conselho da CCEE desde maio de 2023. Engenheiro com experiência no setor elétrico, passou pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), pelo Ministério de Minas e Energia, pela Empresa de Pesquisa Energética e pela própria Cemig. Tem pós-graduação pela PUC Minas e pela UFMG, além de MBA na área energética.
A escolha de Ramos tem respaldo político em duas frentes. Em Minas, ele possui bom trânsito junto ao governo Zema. Em Brasília, mantém excelente relação com o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (PSD): o mesmo que indicou seu nome para a CCEE.
No ano passado, como mostrou O Fator, o governo Zema fez chegar a Passanezi que ele não seria reconduzido. A decisão foi tomada depois que auxiliares do governador souberam que o executivo buscava apoios nos Tribunais de Contas, tanto estadual quanto da União, para tentar permanecer mais tempo à frente da estatal.
O impasse se deve à interpretação da Lei das Estatais, que limita o tempo total de permanência de presidentes e conselheiros a oito anos. Passanezi argumenta que seu primeiro mandato, iniciado em janeiro de 2020, foi de apenas três meses, já que herdou o fim da gestão de Cledorvino Bellini, e, portanto, não teria alcançado o limite legal.
Mesmo assim, no governo mineiro, o entendimento é de que o ciclo de Passanezi acabou.