O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) se reuniu nesta quarta-feira (10), em Brasília (DF), com o ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias, para discutir os dados mais recentes sobre pobreza e insegurança alimentar em Minas Gerais. Segundo o ministro, os indicadores estaduais sobre a questão diminuíram nos últimos anos. Apesar disso, Pacheco cobrou reforço nas ações do governo federal no estado.
De acordo com o ministério, a taxa de insegurança alimentar moderada e grave em Minas caiu de 9,4% em 2018 para 6,6% em 2023, após a adesão de municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Sisan). A Síntese de Indicadores Sociais (SIS) de 2023 também registrou no estado os menores níveis de pobreza e extrema pobreza desde 2012.
Apesar da redução, o senador lembrou que milhões de famílias seguem em situação de risco. Dados do Observatório do Cadastro Único (CadÚnico) apontam que 3,4 milhões de pessoas vivem em condição de pobreza em Minas, enquanto 2,4 milhões estão em baixa renda e 2,9 milhões recebem até metade do salário mínimo. Em janeiro de 2024, o levantamento indicou que 173.549 famílias estavam em situação de insegurança alimentar grave.
A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADc) de 2023 mostra que Minas ocupa a quinta posição entre os estados com maior número de domicílios em situação de fome. No Sudeste, o estado aparece em segundo lugar.