O que Flávio Roscoe pretende avaliar antes de decidir sobre entrada na política

Presidente da Fiemg admite possibilidade de aparecer nas urnas, mas pesará fatores antes de bater o martelo
O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe
O presidente da Fiemg, Flávio Roscoe. Foto: Sebastião Jacinto Júnior/Fiemg

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, admite que pode disputar a eleição geral do ano que vem, mas ainda não tomou a decisão. Um lado da balança utilizada pelo dirigente para decidir a situação tem apelos do setor industrial e de representantes de partidos por uma candidatura; o outro, o receio de contrair “inimigos”. 

Nesta quinta-feira (18), durante almoço com jornalistas em Belo Horizonte, Roscoe afirmou que a possibilidade de aparecer nas urnas em 2026 “será muito estudada”. Segundo ele, a decisão é de foro íntimo.

“Na hora em que você entra na política partidária, não arruma um, mas um monte (de inimigos), embora eu não fuja das brigas. Não gosto de ter inimigo, mas não é porque o cara vai virar inimigo que vou deixar de falar o que precisa ser dito ou apontar a direção que acredito. Posso estar equivocado, mas, se não houver diálogo, paciência. Sempre procuro o diálogo”, apontou.

Nos bastidores, o nome de Roscoe é citado para concorrer ao cargo de vice-governador e para pleitear uma das duas vagas no Senado Federal que estarão em jogo. O mandato dele à frente da Fiemg terminará em dezembro de 2026. O dirigente deseja ver Guilherme Abrantes, diretor financeiro da entidade e presidente do  Sindicato da Indústria de Laticínios de Minas Gerais (Silemg), como substituto à frente da federação.

“Termino aqui (o mandato), do ponto de vista de capacidade laboral, ainda jovem. Ainda tenho para contribuir. É uma opção que eu faça isso na vida pública, além do que faço na vida empresarial. Tenho sido de certa maneira cobrado pelos meus pares que o faça e convidado por parte do mundo político para que o faça”, pontuou.

Roscoe afirmou que costuma conversar com empresários sobre a importância da participação na vida política. Por isso, aponta, seria incoerente negar de pronto a hipótese de concorrer a um cargo eletivo.

“Fica muito difícil ter esse discurso e negar completamente a opção política. De certa maneira, nos últimos anos, a gente fez política, mas uma política associativa e de entidade empresarial”, explicou.

Independentemente da eventual participação na eleição, Roscoe ressalta que a plataforma que defende é baseada na livre iniciativa e no enxugamento da máquina pública.

“Não interpreto que o governo resolve a vida de ninguém. O governo não resolve nada. O governo extrai o dinheiro da sociedade e aplica muito mal. Os melhores governos são os que aplicam menos mal. Um governo que aplica bem é raro. Essa visão de que o Estado vai resolver, na minha leitura, faz muito mal”, assinalou.

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