A decisão do Novo de liberar o ex-prefeito de Divinópolis, Gleidson Azevedo, para apoiar o irmão, o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), caso ele concorra ao governo de Minas Gerais, teve como principal objetivo evitar uma debandada na chapa de candidatos a deputado federal do partido.
O gesto da direção nacional, publicado por O Fator nessa quarta-feira (1º), ocorreu diante do receio de perder o ex-prefeito às vésperas do fim da janela partidária.
Internamente, dirigentes do Novo admitem que Gleidson é o nome mais competitivo da legenda em Minas e peça-chave para a formação da nominata. A avaliação é que, sem ele, o partido teria dificuldade para alcançar o coeficiente eleitoral necessário para eleger ao menos um deputado federal. Com sua permanência, a estimativa é de até quatro eleitos.
A liberação foi autorizada pelo presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, que afirmou a O Fator ter considerado o vínculo familiar uma situação excepcional. A sigla, que no plano estadual apoia a reeleição do governador Mateus Simões (PSD), optou por evitar um novo abalo interno e assegurar a coesão da chapa.
Além de Gleidson, o grupo de pré-candidatos do Novo em Minas inclui o influenciador Marco Antônio Costa, conhecido como Superman da Jovem Pan, o vereador de Belo Horizonte Braulio Lara, a ex-secretária de Cultura Bárbara Botega e o ex-secretário de Saúde Carlos Eduardo Amaral. Há, ainda, a possibilidade do ex-deputado Lucas Gonzalez voltar a se candidatar.
Já para a chapa de candidatos a deputado estadual, o Novo planeja eleger até quatro parlamentares, contando com a reeleição dos deputados Zé Laviola e Dr. Maurício. Estão na chapa para buscar uma cadeira na Assembleia as vereadoras Fernanda Altoé e Marcela Trópia, de Belo Horizonte, e a chefe de gabinete do governador, Larissa Dias, que deixará o cargo em julho, prazo limite de descompatibilização para o cargo. Larissa conta com o apoio de Lucas Gonzalez.