O resultado do leilão milionário de transmissão de energia para Minas Gerais

A companhia vencedora vai construir duas subestações em municípios diferentes e prestar serviços de transmissão
A companhia vai construir duas subestações e vai operar o sistema. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com investimentos de R$ 825 milhões, a Axia Energia, antiga Eletrobras CGT Eletrosul, será responsável por dois novos empreendimentos de transmissão em Minas Gerais, nos municípios de Paracatu, no Noroeste, e Nova Ponte, no Triângulo Mineiro. Uma subestação será construída em cada cidade. A empresa vai, ainda, operar a rede.

A companhia venceu o Lote 6 do Leilão de Transmissão nº 4/2025, realizado nesta sexta-feira (31) pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). O certame foi realizado em São Paulo, na B3.

Para Nova Ponte, a Axia apresentou uma proposta de R$ 43,1 milhões, o equivalente a um deságio de 51,17% ao valor máximo definido pela agência sobre a Receita Anual Permitida (RAP) de R$ 87,3 milhões.

A RAP é o valor anual que a empresa tem direito a receber pela prestação do serviço de transmissão durante o prazo da concessão, normalmente estipulado para 30 anos. Vence o leilão quem oferece o menor valor, ou seja, quem cobra menos.

Já para Paracatu, o lance vencedor foi de R$ 23,7 milhões, com desconto de 48,43% sobre a RAP prevista de R$ 43,7 milhões.

Juntos, os dois projetos devem gerar cerca de 2,3 mil empregos diretos e indiretos durante as obras, cujo prazo de execução é de 42 meses a partir da assinatura dos contratos, prevista para o início de 2026.

As novas subestações

As novas subestações vão reforçar a rede elétrica com a instalação de compensadores síncronos, equipamentos que estabilizam a tensão e reduzem perdas na transmissão.

Em Nova Ponte, será construída a subestação 500 kV Nova Ponte 3, equipada com duas unidades de compensação síncrona de -200/+300 Mvar. Em Paracatu, o projeto prevê a subestação 500 kV Paracatu 4, com uma unidade de igual capacidade.

Segundo a Aneel, as obras devem aumentar a confiabilidade do sistema de transmissão e acompanhar a expansão das fontes renováveis de energia em Minas Gerais, como a solar e a eólica.

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