Os nomes de Minas lembrados nas conversas sobre a sucessão de Barroso no STF

Três nomes de Minas Gerais já foram apresentados a Lula para ocupar a cadeira vaga no Supremo
Barroso
O ministro Luís Roberto Barroso, do STF, anunciou a aposentadoria antecipada na quinta-feira (9). Foto: Antonio Augusto/STF

Na mesa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estão pelo menos três nomes de Minas Gerais lembrados para ocupar uma cadeira no Supremo Tribunal Federal (STF). A vaga foi aberta com a aposentadoria antecipada do ministro Luís Roberto Barroso, anunciada na quinta-feira (9).

O primeiro deles e que aparece em posição de destaque é o do senador Rodrigo Pacheco (PSD). O desejo de integrar a Corte é antigo, e o parlamentar conta com cabos eleitorais de peso, como revelou O Fator.

Entre os apoiadores estão os ministros do Supremo Gilmar Mendes, decano da Corte, e Alexandre de Moraes, com quem Pacheco se aproximou após os atos de 8 de janeiro de 2023. Outro articulador dessa empreitada é o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP).

Nos bastidores, Alcolumbre afirma que, caso o nome de Pacheco seja indicado, o senador teria ampla aprovação no plenário da Casa. O amapaense já tem mantido conversas com o Palácio do Planalto para viabilizar a indicação.

Um dos principais entraves para essa movimentação é o fato de que, até agora, os planos do presidente para Pacheco eram outros: tê-lo como palanque em Minas Gerais nas eleições de 2026, disputando o governo do estado.

Hoje, o PT não tem nomes competitivos no estado, e aliados avaliam que o senador é o único que poderia representar essa alternativa. A indefinição sobre o destino político de Pacheco, porém, tem travado outras negociações locais.

Mulheres são lembradas

Outro nome mineiro lembrado é o da presidente do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elizabeth Rocha, natural de Belo Horizonte. Próxima da primeira-dama, Janja da Silva, a magistrada foi indicada por Lula para presidir um tribunal que, em mais de dois séculos de existência, nunca havia sido comandado por uma mulher.

Ela é vista como uma figura de confiança no Planalto e já integrou o primeiro governo Lula. Também cotada está a ex-ministra do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) Edilene Lôbo, que é de Taiobeiras, no Norte de Minas. A magistrada tem bom trânsito no PT.

Tanto Edilene quanto Maria Elizabeth são citadas em um contexto de cobrança ao presidente por maior representatividade feminina no Judiciário. Hoje, apenas a ministra Cármen Lúcia integra a composição de 11 membros da Corte.

De fora do estado

Outros nomes também circulam nas conversas sobre a sucessão de Barroso, entre eles o do advogado-geral da União, Jorge Messias, que desponta como favorito. Também são citados o presidente do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, e a ministra do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Daniela Teixeira.

Nas duas últimas vagas abertas no Supremo, o presidente levou cerca de 50 dias para fazer a indicação. Desta vez, porém, a expectativa é de que a escolha ocorra mais rapidamente, já que há também questões eleitorais envolvidas em 2026.

Lula e suas indicações

Desde que assumiu a Presidência pela primeira vez, Lula já indicou dez ministros ao Supremo. No primeiro mandato, foram nomeados Ayres Britto, Joaquim Barbosa, Cezar Peluso, Eros Grau, Ricardo Lewandowski e Cármen Lúcia. 

Após ser reeleito, as indicações foram de Menezes Direito e Dias Toffoli. Nesta terceira passagem pelo Palácio do Planalto, Lula nomeou Cristiano Zanin em 2023 e Flávio Dino em 2024. Com a escolha do sucessor de Barroso, ele terá indicado onze ministros ao Supremo.

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