Presidente do PSD em Minas diz que foco de Pacheco está em indicação ao STF

Cássio Soares diz que decisão do partido de encampar candidatura de Mateus Simões em Minas está ‘pacificada’
Rodrigo Pacheco
Rodrigo Pacheco, assim como Jorge Messias, é cotado para o STF. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Presidente do PSD em Minas Gerais, o deputado estadual Cássio Soares disse, nesta segunda-feira (27), que o senador Rodrigo Pacheco (MG), do mesmo partido, tem, como foco, uma indicação ao Supremo Tribunal Federal (STF). Pacheco é o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer ao governo do estado, ao passo que os pessedistas apostam no vice-governador Mateus Simões, aliado de Romeu Zema (Novo). 

“(Pacheco) é um quadro altamente qualificado e tem colaborado com Minas Gerais enquanto senador e enquanto presidente do Congresso que foi. Ajudou nessa construção do Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag). Mas, durante os últimos tempos, ele tem focado na sua intenção de integrar o STF, sabedor de que merece a indicação do presidente da República. Nós, aqui, já estamos definidos de que o PSD caminhará junto de Mateus Simões. Isso tudo está pacificado”, afirmou Cássio, durante o evento de filiação do vice-governador, em Belo Horizonte.

O embarque de Simões no PSD e a garantia de Cássio de que ele será o candidato do partido à sucessão de Zema farão com que Pacheco, caso deseje concorrer ao Palácio Tiradentes, tenha de buscar uma nova agremiação. Como opções, surgem PSB, MDB e União Brasil.

A indicação ao STF, por seu turno, surgiu com o anúncio da aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso. Pacheco tem o apoio do presidente do Congresso Nacional, o senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). O principal concorrente pela vaga no Supremo é o advogado-geral da União, Jorge Messias.

Decisão breve

Na quinta-feira (23), Rodrigo Pacheco afirmou que iria definir, nos próximos dias, se será ou não postulante à chefia do Executivo estadual. Na visão do senador, este é um “momento decisivo” para a batida de martelo.

Pacheco revelou que chegou a cogitar a saída da vida pública. A possibilidade, contudo, acabou abortada.

“Em conversas com várias pessoas nós ao longo do ano, adiamos um pouco a decisão para podermos até discutir as questões de Minas, as alternativas que nós temos”, indicou.

O ex-presidente do Congresso tem evitado comentar publicamente a possibilidade de ser indicado ao STF.

“É importante respeitar o momento e a decisão do presidente da República. E a decisão que for tomada por ele será, evidentemente, por mim e por todos respeitada como uma decisão de um presidente da República. E caberá ao Senado fazer a avaliação”, sinalizou, na semana passada, em menção ao rito de análise legislativa que precede a posse de ministros do Supremo.

O Fator procurou a assessoria de Rodrigo Pacheco para repercutir o comentário de Cássio Soares. O espaço segue aberto.

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