PT prega cautela sobre Pacheco no MDB, mas crê em desfecho breve de dúvida sobre candidatura

Partido de Lula espera resposta do senador sobre disposição de concorrer ao governo mineiro e menciona ‘entrave’ emedebista
O senador Rodrigo Pacheco
Pacheco é o plano A de Lula para pleitear a sucessão de Zema. Foto: Edilson Rodrigues/Agência Senado

A direção nacional do PT prega cautela sobre os rumos das conversas sobre uma eventual candidatura do senador Rodrigo Pacheco, ainda no PSD, ao governo de Minas Gerais. A participação do parlamentar na disputa é um desejo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que quer tê-lo como líder de seu palanque no estado.

Um integrante da direção nacional ouvido por O Fator lembrou que, neste momento, o MDB, legenda vista como possível abrigo de Pacheco em caso de candidatura ao Palácio Tiradentes, tem o ex-vereador belo-horizontino Gabriel Azevedo como pré-candidato.

Nos bastidores, o principal motivo para o “pé no freio” é a falta de indicativo do senador — há meses — sobre seu destino partidário. O cenário também envolve incertezas sobre os rumos internos das agremiações que poderiam recebê-lo. Além do MDB, o União Brasil segue no radar.

Ao mesmo tempo, integrantes do PT mineiro que estiveram em Brasília (DF) no fim da semana passada para um encontro organizado por uma das tendências internas do partido saíram com a impressão de que Pacheco dará sinalizações concretas, nos primeiros dias deste mês, sobre aceitar ou não o pedido de Lula. 

Os debates sobre a eventual entrada de Pacheco no palanque de Lula em solo mineiro têm sido conduzidos pela direção nacional do PT. Representantes do diretório estadual, inclusive, se queixam reservadamente sobre o distanciamento das tratativas. 

Reunião com o MDB

A crença do PT mineiro sobre um eventual desfecho rápido da dúvida em torno de Pacheco vai ao encontro de um almoço que deve juntar o senador e lideranças do MDB. A agenda, marcada para a quarta-feira (4), não tratará propriamente da disputa estadual, mas terá como participantes os presidentes nacional e estadual do partido, Baleia Rossi e Newton Cardoso Júnior, além de Gabriel Azevedo.

Como O Fator mostrou mais cedo, interlocutores que participaram da visita de Lula a Juiz de Fora, uma das cidades afetadas pelas fortes chuvas que assolaram a Zona da Mata na semana passada, deixaram o município com a impressão de que o presidente deseja montar uma chapa que tenha, além de Pacheco, a prefeita de Contagem, Marília Campos (PT), e o ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira (que também pode deixar o PSD). Nesse cenário, Marília e Silveira concorreriam ao Senado.

União Brasil segue como opção 

Em que pese a possibilidade de se filiar ao MDB, aliados de Pacheco garantem que o União Brasil, partido agora presidido pelo deputado federal Rodrigo de Castro, segue como possibilidade. 

Independentemente da resposta do senador sobre a candidatura ao governo, a legenda deve receber parte de seus aliados, que o acompanharão no desembarque do PSD.

As conversas com o diretório emedebista ganharam tração a partir do receio de que o União, por formar uma federação com o PP, acabe apoiando a candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) à Presidência da República.

O grupo político de Pacheco, a propósito, deve intensificar os pedidos por uma resposta rápida do senador, visto que a janela partidária, período destinado às mudanças de agremiação, começa em 6 de março e vai até 5 de abril. Aliados dele que desejam se encaixar em chapas legislativas precisarão respeitar o prazo se quiserem disputar o pleito deste ano.

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