MPF abre inquérito para fiscalizar uso de verbas da União em cidades afetadas por chuvas na Zona da Mata

Reconhecimento da calamidade pública das cidades mineiras pela União permitiu repasses sem plano prévio de trabalho
Foto: Bombeiros MG / Divulgação

O Ministério Público Federal (MPF) vai fiscalizar a aplicação de recursos federais destinados às ações emergenciais de assistência às vítimas e as medidas adotadas após as chuvas intensas que atingiram as cidades de Juiz de Fora, Ubá e Matias Barbosa, todas na Zona da Mata mineira. A autorização para a abertura do inquérito foi publicada nesta segunda-feira (2) no Diário Oficial do órgão.

As três cidades decretaram estado de calamidade pública, com reconhecimento sumário do ato pela União, o que simplifica a destinação de recursos sem a necessidade prévia de plano de trabalho.

Os temporais registrados nos dias 23 e 24 de fevereiro causaram mais de 60 mortes, soterramentos, destruição de infraestrutura e milhares de pessoas desabrigadas nos municípios.

Segundo a portaria, o MPF vai monitorar tanto as medidas de socorro e assistência social quanto a transparência e a eficiência no uso das verbas federais enviadas para a resposta ao desastre, conforme as normas que permitem a transferência imediata de recursos em situações de emergência.

A investigação também leva em consideração a informação de que recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) destinados à contenção de encostas em Juiz de Fora estariam parados há quase um ano — o que pode ter impacto na prevenção dos novos desastres.

O inquérito, de caráter continuado, será conduzido pela Procuradoria da República em Juiz de Fora.

Além do acompanhamento de prazos e do registro do procedimento nos sistemas internos do MPF, também será verificado o cumprimento de diligências já determinadas na fase anterior, quando o caso tramitava como notícia de fato a respeito especificamente da não aplicação de verbas destinadas à contenção de encostas.

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