O julgamento de recurso contra o governador Cláudio Castro no TSE só foi pautado depois da Operação Contenção, deflagrada contra o Comando Vermelho nos complexos do Alemão e da Penha.
A operação começou na manhã de terça retrasada (28) e deixou mais de 120 mortos, incluindo quatro policiais.
O julgamento foi incluído na pauta do TSE no fim da tarde do dia seguinte.

Foi a primeira movimentação no processo desde agosto de 2024, há mais de um ano.
Os processos contra Castro foram apresentados pelo Ministério Público Eleitoral e pela coligação do candidato a governador derrotado em 2022 Marcelo Freixo, hoje presidente da Embratur.
Pela denúncia do MP, Castro “mantinha em “folha de pagamento secreta” mais de 18 mil pessoas contratadas sem concurso público, para, supostamente, atuarem em determinados projetos sociais do Governo”. A folha secreta foi revelada em reportagens do UOL em 2022.
Em maio de 2024 o TRE-RJ absolveu Castro por 4 votos a 3, mas o MP e Freixo recorreram ao TSE.
Nesta terça (4), a relatora do caso no TSE, ministra Isabel Gallotti, votou pela cassação e inelegibilidade de Castro. O ministro Antonio Carlos Ferreira pediu vista, adiando qualquer decisão.
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