Relator vai apresentar parecer por aprovação de PEC que expande exploração de terras raras em MG

Noraldino Júnior (PSB) mostrará a colegas, ainda nesta terça-feira (11), documento defendendo aval a texto em debate na Assembleia
O deputado estadual Noraldino Júnior
Noraldino Júnior é o relator da PEC sobre terras raras. Foto: Elizabete Guimarães/ALMG

O deputado Noraldino Júnior (PSB) vai apresentar parecer favorável à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 58/2025, que autoriza o governo de Minas Gerais a conceder o uso de terras públicas a empresas sob controle estrangeiro e beneficia especialmente corporações com interesse na exploração de terras raras. 

A leitura do relatório ocorrerá ainda nesta terça-feira (11), reunião da Comissão Especial formada pela Assembleia Legislativa (ALMG) para analisar a PEC.

O parecer de Noraldino é baseado no argumento de que a limitação do uso das terras a empresas de controle nacional restringe os investimentos em Minas e a geração de empregos. 

“A ampliação da possibilidade de concessão de terras públicas a pessoas jurídicas sob controle estrangeiro representa uma medida de modernização administrativa e de fomento ao desenvolvimento econômico do Estado”, diz o parecer.

“As terras continuam sob a propriedade de Minas Gerais, as licitações serão realizadas da mesma maneira. Porém, mais empresas poderão participar”, explica Noraldino.

A proposta é de autoria do presidente da Casa, Tadeu Leite (MDB). Minas Gerais abriga uma das maiores jazidas desses minerais no mundo, localizadas principalmente no Sul do estado. A PEC conta com o apoio formal de 36 parlamentares

A Comissão Especial é presidida por Gil Pereira (PSD), tem como vice o deputado Ulysses Gomes (PT) e conta ainda com Coronel Henrique (PL) e Gustavo Valadares (PSD).

Atualmente, a Constituição mineira proíbe tanto a alienação quanto a concessão de terras públicas a empresas controladas por estrangeiros. A PEC mantém a vedação à alienação (venda ou doação), mas autoriza a concessão, modalidade que permite o uso do bem público por tempo determinado e sob contrapartidas contratuais.

O texto já havia sido considerado constitucional pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), em parecer do deputado Doorgal Andrada (PRD). Segundo Andrada, a medida não fere a Constituição Federal, que restringe apenas a alienação e o uso de áreas de interesse da defesa nacional.

“A alteração proposta não flexibiliza a aquisição de terras por empresas de controle estrangeiro, apenas permite sua concessão, conforme requisitos e condições a serem definidos em futura lei específica”, registrou Andrada no parecer aprovado pela CCJ.

Os autores e defensores da PEC argumentam que a restrição atual desestimula investimentos e impede que o Estado aproveite projetos estratégicos de geração de emprego e renda.

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