TRE nega recurso de Euclydes para excluir vídeo em que Mateus Simões o acusa de oferecer propina

Por unanimidade, o plenário do Tribunal acompanhou o relator e manteve decisão anterior. Denúncia trata de contrato da Prodemge
Mateus Simões à esquerda e Euclydes Pettersen à direita.
Mateus Simões e Euclydes Pettersen travam batalha judicial no TRE. Fotos: Karoline Barreto/Imprensa MG e Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados.

O Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG) rejeitou, nesta sexta-feira (16), recurso apresentado pela defesa do deputado federal Euclydes Pettersen (Republicanos) contra o governador Mateus Simões (PSD). O processo trata de um corte do debate da TV Globo publicado por Simões no Instagram, no qual ele acusa o parlamentar de ter lhe oferecido R$ 10 milhões em propina. 

O recurso de Euclydes pedia a exclusão do vídeo, publicado no Instagram de Mateus Simões. O conteúdo registra cerca de 3,3 mil curtidas até a tarde desta sexta. 

Além disso, o deputado federal solicitava o pagamento de multa de valor máximo de R$ 30 mil por parte do governador pelo compartilhamento de conteúdo que “sabia ser falso”.

No corte em questão, Mateus Simões aparece debatendo com o governador eleito Cleitinho Azevedo, também do Republicanos, partido presidido por Euclydes Pettersen em Minas Gerais.

“Em todo meu tempo de vida pública, uma única pessoa me ofereceu propina: Euclydes Pettersen tentou me oferecer R$ 10 milhões no meio de um casamento para que eu pudesse facilitar um contrato pra ele. Não só não facilitei como denunciei o fato, para que nunca ele possa chegar perto dos contratos da Prodemge”, afirma Mateus Simões na gravação.

Em decisão liminar em 8 de outubro, o juiz auxiliar da propaganda eleitoral Mauro Ferreira, relator do caso, reprovou os pedidos de Euclydes. No recurso julgado nesta sexta, o plenário do TRE-MG acompanhou o relator por unanimidade. 

Nos autos, os advogados de Mateus Simões informaram que Euclydes não poderia provar que o oferecimento de propina não aconteceu. 

“O debate eleitoral é o ambiente por excelência em que candidatos confrontam escolhas, alianças e biografias. Alertar o telespectador quanto às escolhas, alianças e companhias de um adversário é o exercício ordinário da comunicação de campanha”, argumentaram os advogados do governador.

Repórter de bastidores e orientado por dados de O Fator em Belo Horizonte, onde cobre política e mercado. Também é professor da Faculdade de Comunicação e Artes da PUC Minas, onde leciona disciplina ligada ao jornalismo de dados. Trabalhou por sete anos no jornal Estado de Minas, onde foi repórter e coordenador de jornalismo de dados. Também trabalhou no caderno de política do jornal O TEMPO por dois anos. É master em Jornalismo de Dados, Automação e Data Storytelling pelo Insper.

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