Três empresas de Minas estão entre as 100 mais valiosas do Brasil; marca tradicional caiu no ranking

Juntas, as mineiras que integram o ranking somam US$ 5,313 bilhões
Igreja em Ouro Preto vista de cima. Ao redor, casas e uma área verde
Localiza, Vale e Cemig "nasceram" em Minas. Foto: Gil Leonardi/Governo de Minas

Das 100 marcas mais valiosas do Brasil, três “nasceram” em Minas. Divulgado nesta semana, o ranking Brand Finance 2025 aponta Localiza, Cemig e Vale entre as principais companhias do país. Juntas, elas valem US$ 5,313 bilhões, o equivalente a 6,7% do valor somado por todas as empresas no ranking, de US$ 79,4. A Brand Finance é uma consultoria líder mundial em avaliação de marcas.

O movimento das “mineiras” na lista, porém, foi diverso. Enquanto a Localiza, 7ª colocada, manteve a posição, a Vale caiu do 5º para o 8º posto e a Cemig subiu da 64ª para a 59ª posição.

Com valorização de 12% em relação a 2024, saltando de US$ 2,30 bilhões para US$ 2,57 bilhões, a Localiza é a mineira mais valiosa do Brasil. Especialista em mobilidade, a companhia deu um salto em tamanho da frota após comprar parte dos ativos do grupo Unidas, mas é em inovação que ela se destaca. Com forte adaptação ao mercado e investimento no digital, há tempos o negócio da Localiza deixou de ser venda e aluguel de veículos. Hoje, ela vende ‘facilidade’.

A Vale, segunda ‘mineira’ mais bem colocada no ranking, perdeu espaço, com redução de 18% no valor de marca, agora estimado em US$ 2,45 bilhões, ante US$ 3 bilhões em 2024. Apesar da piora no resultado, a companhia marca forte presença no top 10.

A queda no ranking é atribuída à reputação da empresa, ainda impactada pela imagem dos desastres ambientais, e desafios financeiros. A Vale encerrou o primeiro trimestre de 2025, por exemplo, com retração de 17% no lucro líquido, que caiu de US$ 1,679 bilhão nos três primeiros meses de 2024 para US$ 1,39 bilhão no primeiro trimestre deste ano.

Já a Cemig, estatal do setor elétrico, alcançou sua melhor marca desde 2022. O valor de marca da companhia cresceu 13% e alcançou US$ 293 milhões, impulsionado por investimentos, fortalecimento institucional e aproximação com o consumidor.

“Esse reconhecimento é reflexo direto do nosso compromisso com o nosso objetivo de focar no cliente, com a escuta ativa dos nossos públicos e a coerência entre o que planejamos e o que efetivamente é entregue,” afirma Cristiana Kumaira, diretora de Comunicação e Marketing da estatal.

Setor bancário

As cinco primeiras posições do ranking são ocupadas por marcas bancárias. O Itaú permanece como a mais valiosa do Brasil, com alta de 3% e valor de US$ 8,6 bilhões. Banco do Brasil (queda de 4%, para US$ 5,2 bilhões) e Bradesco (queda de 6%, para USD4,7 bilhões) aparecem em seguida, apesar do leve recuo.

O crescimento estratosférico de 195% do Nubank, que chegou a US$ 4 bilhões, fez com que o banco galgasse dez posições, alcançando o quarto lugar. A Caixa fecha o top 5, com aumento de 28%, atingindo US$ 3,7 bilhões.

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