Vale compra fatia da Cemig na Aliança Energia por valor bilionário

Mineradora já era dona de 55% e passa a ter o controle total da empresa
Imagens aéreas da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, conhecida como Candonga, localizada entre os municípios de Rio Doce e Santa Cruz do Escalvado
Entre as hidrelétricas da Aliança está a Risoleta Neves, conhecida como Candonga. (Foto: Vale / Divulgação)

A Vale passa a ser a controladora total do grupo mineiro Aliança Energia. A mineradora comprou a fatia que pertencia a Cemig, de 45%, em uma operação de R$ 2,7 bilhões. A transação ainda precisa ser avaliada pela assembleia geral de acionistas da Cemig GT.

Por meio de fato relevante, a Vale explicou que a decisão foi ponderada no contexto do plano de desinvestimento da Cemig GT. “Na condição de sócia no empreendimento e considerando que a Vale utiliza, atualmente, a maior parte da energia gerada pela Aliança Energia, a companhia optou por exercer seu direito preferencial de aquisição”, explicou.

A mineradora ressalta, ainda, que tem a intenção de criar uma plataforma de energia, que vai contemplar outros ativos do portifólio da empresa. Destacou, também, que a Aliança é estratégica na manutenção da matriz energética no Brasil.

A operação avaliou a Aliança em R$ 6 bilhões. Atualmente, a empresa atua na comercialização de energia em Minas Gerais, e possui sete hidrelétricas no território mineiro, além de dois parques eólicos, sendo um no Rio Grande do Norte, e outro em fase de implantação no Ceará.

A venda é avaliada positivamente pelo mercado. Recentemente, a Cemig pagou bons dividendos aos acionistas, e deixa uma boa perspectiva para os próximos pagamentos.

Ação contra si mesma

Um fato curioso na transação é que a Vale passa a ser a controladora total da Usina Hidrelétrica Risoleta Neves, mais conhecida como Candonga, que foi atingida pela lama de rejeitos da barragem do Fundão, em Mariana, considerada a maior tragédia ambiental do país. O reservatório que colapsou é de responsabilidade da Samarco, BHP Billinton, e a própria Vale.

Fato é que há na Justiça um processo aberto pelo Consórcio Candonga, em que a Vale está por trás como detentora da hidrelétrica Risoleta Neves. É como se a mineradora entrasse com um processo contra ela mesma. Na operação ficou acordado que a Cemig vai seguir com o direito a 45% do total das indenizações, em caso de condenações.

Leia também:

Prefeito de Sabará prepara saída do Republicanos após desgaste interno

STF marca, pela terceira vez, julgamento sobre reabertura de inquérito contra deputado mineiro

CNN encerra 2025 como maior canal de notícias do país

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse