Vereadores da Comissão de Educação da Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) ficaram incomodados com a bancada de esquerda da Casa por terem sido excluídos da organização de uma audiência pública sobre a greve dos professores da capital. A audiência está prevista para esta segunda-feira (7).
Integrantes do colegiado afirmam que foram “atropelados” pela articulação paralela, que teria ignorado o papel institucional da comissão no debate do tema.
Pelo que O Fator apurou, enquanto buscavam contato com a vereadora Cida Falabella (Psol) para conseguir sua assinatura em um pedido de audiência sobre a greve — que será realizada na próxima quarta-feira (9) — os membros da comissão não receberam resposta. Cida está fora do Brasil e é integrante da bancada de esquerda. Ela foi a única do colegiado de educação a não assinar o requerimento pela audiência de quarta.
Posteriormente, os vereadores da Comissão de Educação descobriram que a bancada que reúne nomes do PT, PV, PCdoB e Psol, já havia articulado, sem o envolvimento da comissão, a realização de uma audiência para dois dias antes, na segunda-feira.
O episódio azedou o clima entre os grupos internos da Câmara. Membros da Comissão de Educação sustentam que a iniciativa da bancada de esquerda prejudicou os esforços do colegiado em organizar um debate amplo, afetando o diálogo e a articulação política dentro da Casa.
A audiência desta segunda-feira irá discutir a campanha salarial dos professores da rede municipal, em greve desde o fim de maio. Estão previstos convites a representantes do Executivo e do sindicato da categoria (Sind-REDE/BH) para debater possíveis soluções para o impasse.