Depois de o Psol rechaçar o embarque na federação partidária liderada pelo PT e aprovar a renovação da aliança com a Rede Sustentabilidade, a prorrogação da coalizão se tornou questão de tempo. O diretório nacional da Rede fará reunião nesta segunda-feira (9) e, pelo que apurou O Fator, deve dar sinal verde à continuidade da coalizão.
A Rede vive uma espécie de racha. Um dos grupos é liderado pela deputada federal Heloísa Helena (RJ); o outro, pela ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, que pode rumar ao PSB. Apesar das dissonância, os dois lados são favoráveis ao prosseguimento da dobradinha com o Psol.
Entre os pessolistas, o desejo de compor a federação com o PT era encampado pela corrente “Revolução Solidária”, encabeçada pelo ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos. O ingresso no cordão dos petistas, contudo, recebeu aval de pouco mais de 24% do diretório nacional da agremiação, que se reuniu no sábado (7).
Em nota emitida após reprovar a aliança com o PT, o Psol afirmou que a federação com a Rede “tem um sentido positivo”, com “unidade em temas centrais” e “diálogos ponderados para lidar com as diferenças”.
“A atual legislação que trata das federações não apresenta qualquer salvaguarda democrática que proteja os partidos menores que optam por federar com partidos maiores e que isso teria reflexos em decisões muito importantes como, por exemplo, as alianças e táticas eleitorais que já estão em curso nos estados, comprometendo nossa autonomia”, completou a agremiação, ao explicar a recusa a se federar aos petistas.
Embora o Psol tenha refutado a possibilidade de embarcar na coalizão de petistas, verdes e comunistas, o partido, cabe ressaltar, encaminhou apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
