O governador Romeu Zema (Novo) decidiu absolver a ex-prefeita de Manhuaçu, na Zona da Mata, Maria Aparecida Magalhães Bifano, conhecida como Cici Magalhães (MDB), em processo administrativo que havia resultado em sua demissão a bem do serviço público pela Controladoria-Geral do Estado (CGE-MG). A decisão, publicada no sábado (31), revoga a penalidade imposta em junho do ano passado.
Cici Magalhães é irmã do deputado estadual João Magalhães (MDB), líder do governo Zema na Assembleia Legislativa (ALMG).
A decisão considerou o recurso hierárquico apresentado pela ex-prefeita e deu provimento ao pedido, absolvendo-a das acusações.
O processo analisava supostas irregularidades ocorridas quando Cici ocupava o cargo de gerente regional de Saúde de Manhumirim, também na Zona da Mata. A apuração começou em 2017, com a instauração do Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Em dezembro de 2024, o governador Romeu Zema determinou a reabertura do processo.
A decisão agora anulada foi publicada em junho de 2025, quando a CGE converteu a exoneração de Cici — ocorrida em 2016, a pedido — em demissão a bem do serviço público. Na ocasião, a defesa afirmou que o processo continha falhas na condução e que os fatos apurados se referiam a período anterior à nomeação da ex-prefeita no cargo.
Em nota divulgada à época, a equipe jurídica de Cici informou que o caso já havia sido questionado em instâncias judiciais e que o próprio Estado havia reconhecido equívocos em etapas anteriores da apuração.
Cici Magalhães já havia obtido, em 2024, decisão favorável no Superior Tribunal de Justiça (STJ), que anulou os efeitos da demissão e permitiu sua candidatura à Prefeitura de Manhuaçu pelo MDB. Ela disputou o pleito, mas perdeu para a prefeita reeleita Maria Imaculada Dornelas (União Brasil).
Com a publicação da nova portaria, a Controladoria-Geral do Estado encerra o processo e confirma a absolvição da ex-prefeita das acusações que motivaram a penalidade anterior.