Zema acena à segurança pública com projeto que amplia isenção previdenciária para militares

Proposta beneficia aposentados e pensionistas portadores de 17 doenças graves; veja lista
Militares em fila, de frente à bandeira de Minas
Os militares não tinham direito à isenção. Foto: Divulgação/PMMG

Em aceno às forças de segurança pública, o governo de Romeu Zema (Novo) vai enviar até segunda-feira (9) à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei que amplia para policiais e bombeiros militares um benefício previdenciário já concedido aos servidores civis do estado. A proposta prevê a isenção de contribuição previdenciária, até o dobro do teto do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), para aposentados ou pensionistas das corporações diagnosticados com doenças graves ou incapacitantes.

A lista das 17 enfermidades está no fim da matéria.

A informação foi confirmada a O Fator por interlocutores do Palácio Tiradentes. Entre as condições previstas estão neoplasia maligna (câncer), esclerose múltipla e cardiopatia grave.

Segundo o texto do projeto, para ter acesso à isenção, o interessado deverá apresentar requerimento acompanhado de atestado médico, que será analisado por meio de laudo técnico oficial. A concessão, conforme apurou O Fator, poderá retroagir à data do diagnóstico da doença incapacitante, desde que posterior à aposentadoria ou à instituição da pensão.

Gesto político

Nos bastidores, a iniciativa é interpretada como um gesto político do Palácio Tiradentes em direção às forças de segurança pública, um dos segmentos mais influentes no debate eleitoral em Minas. O tema é especialmente sensível para a base bolsonarista, cuja agenda costuma priorizar pautas relacionadas às polícias e às carreiras militares.

A movimentação ocorre no momento em que o vice-governador Mateus Simões (PSD), apontado como pré-candidato ao governo em 2026, intensifica a aproximação com o Partido Liberal, legenda do ex-presidente Jair Bolsonaro. O apoio da sigla é considerado estratégico para consolidar em Simões as forças da direita na disputa pelo comando do estado e reforçar a base necessária para chegar ao Palácio Tiradentes em 2027.

Como mostrou O Fator, dirigentes nacionais do PL afirmam, nos bastidores, que o eventual apoio da sigla à candidatura do vice-governador dependerá, entre outros, das posições que ele adotará na área de segurança pública quando assumir o comando do Executivo, no fim deste mês.

Condições previstas no projeto de lei

  1. Tuberculose ativa
  2. Alienação mental
  3. Esclerose múltipla
  4. Neoplasia maligna (câncer)
  5. Cegueira
  6. Hanseníase
  7. Paralisia irreversível e incapacitante
  8. Cardiopatia grave
  9. Doença de Parkinson
  10. Espondiloartrose anquilosante
  11. Nefropatia grave
  12. Hepatopatia grave
  13. Estados avançados da doença de Paget (osteíte deformante)
  14. Contaminação por radiação
  15. Síndrome da imunodeficiência adquirida (Aids)
  16. Acidente em serviço que resulte em aposentadoria
  17. Moléstia profissional

Leia também:

Por que o Mater Dei vai deixar de atender os militares de Minas pelo IPSM

Leia também:

Zema acena à segurança pública com projeto que amplia isenção previdenciária para militares

Por que o Cidadania estuda enviar seus candidatos em MG para o PSB

Vereador mineiro pede à Justiça que nomeação de namorada em gabinete não seja considerada nepotismo

Veja os Stories em @OFatorOficial. Acesse