A mais recente pesquisa Atlas traz um retrato detalhado do cenário político e econômico do Brasil em 2025, com implicações diretas para as campanhas eleitorais de 2026. Entre os principais achados, destaca-se o aprofundamento da polarização política, com 72% da população percebendo o país dividido. Isso reforça a necessidade de estratégias que superem a simples mobilização de bases fiéis e busquem um discurso agregador para conquistar eleitores indecisos.
Outro dado preocupante para o governo é a queda na aprovação presidencial para 38%, acompanhada de um Índice de Confiança do Consumidor de apenas 42 pontos, o menor em 18 meses. A inflação, citada por 64% dos entrevistados como sua principal preocupação, se consolida como um tema determinante para a disputa eleitoral. Candidatos que conseguirem traduzir propostas econômicas em soluções concretas e compreensíveis terão vantagem competitiva.
Além disso, a pesquisa revela uma mudança no perfil do eleitor. O pragmatismo cresce: 58% dos eleitores priorizam soluções práticas, em detrimento de discursos ideológicos.
Paralelamente, a informação política migra cada vez mais para o ambiente digital, com 76% das pessoas se informando pelas redes sociais. Isso exige das campanhas um domínio das plataformas digitais e o uso inteligente de conteúdos curtos e engajadores para estabelecer uma conexão real com os eleitores.
Diante desse contexto, as campanhas precisam investir em três frentes principais: comunicação objetiva e direcionada, estratégias digitais eficientes e uma abordagem que dialogue diretamente com as preocupações econômicas da população.
O sucesso eleitoral em 2026 dependerá da capacidade dos candidatos de equilibrar posicionamento político com propostas concretas e viáveis, conquistando a confiança de um eleitorado cada vez mais exigente.