Regra clara, festa forte, economia aquecida

Foto: Elcio Paraiso/PBH

Belo Horizonte transformou o Carnaval em um ativo estratégico da cidade. Hoje, a festa ocupa um papel central na dinâmica econômica da capital, combinando organização, planejamento e impacto financeiro de grande escala. A capital mineira entrou definitivamente no calendário nacional não só pelo número de blocos ou pela diversidade cultural, mas pela capacidade de estruturar um evento que movimenta a economia de forma consistente.

As estimativas apontam para cerca de R$ 1 bilhão em movimentação econômica. São milhões de foliões nas ruas e centenas de milhares de turistas circulando pela cidade. A rede hoteleira próxima da ocupação máxima funciona como um indicador claro desse dinamismo. Quando os hotéis atingem níveis elevados de reserva, isso significa restaurantes cheios, transporte demandado, comércio aquecido e uma ampla rede de serviços operando em ritmo acelerado. O Carnaval impulsiona desde grandes empreendimentos até trabalhadores autônomos e pequenos negócios.

Esse crescimento, no entanto, não é fruto do improviso. Ele exige regras claras, diálogo permanente e responsabilidade na organização. Foi com essa visão que estruturamos um grupo de trabalho para discutir o futuro do Carnaval de Belo Horizonte. Realizamos audiências públicas, visitas técnicas e ouvimos blocos, escolas de samba, blocos caricatos e representantes de diversos segmentos envolvidos na festa. A escuta de quem está na ponta foi fundamental para transformar experiência prática em política pública eficiente.

Desse processo nasceu a Lei 11.843/2025, que regulamenta o Carnaval na capital. A legislação trouxe previsibilidade, estabeleceu parâmetros objetivos e garantiu maior segurança para organizadores, empreendedores e para o próprio poder público. Quando há estabilidade regulatória, há mais confiança para investir, inovar e ampliar atividades.

Outro aspecto que merece atenção é o avanço tecnológico que acompanha essa transformação. Aplicativos que organizam blocos, plataformas de mobilidade, sistemas digitais de venda e meios eletrônicos de pagamento mostram como a economia criativa se conecta com inovação. A experiência do folião melhora e, ao mesmo tempo, surgem novas oportunidades para startups, desenvolvedores e empresas locais.

Carnaval é festa e é atividade econômica. É geração de renda, criação de oportunidades e fortalecimento da cidade como ambiente propício para investir, produzir e crescer. Quando há planejamento e responsabilidade na gestão, tradição e desenvolvimento caminham juntos.

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