Natal

Já estão acesas as tradicionais luzes de Natal da Praça da Liberdade.
Foto: Dirceu Aurélio/Imprensa MG

O Natal nos convida, mais uma vez, a contemplar o mistério da encarnação: Deus que se faz homem, pobre entre os pobres, nascido em meio à simplicidade de uma estrebaria.

Nesse cenário humilde, onde o cheiro da terra se mistura ao feno, Jesus Cristo inaugura uma nova história — e é impossível não enxergar, naquele ambiente rústico, a presença simbólica do campo, do trabalho braçal e da vida que brota da força da natureza criada por Deus.

Assim também vivem os homens e mulheres do campo: próximos da terra que alimenta, próximos do silêncio que fala de Deus, próximos da essência da vida. É na lida diária, no suor que cai como prece, no amanhecer que renova a esperança, que o agricultor testemunha sua fé em Cristo — fé que o sustenta quando a colheita é boa e quando é escassa, quando o clima favorece e quando desafia.

O produtor rural entende, como poucos, o sentido do Natal: que nada nasce sem humildade, que toda colheita exige espera, e que toda vida é milagre.

A cada semente lançada ao solo, ele repete o gesto de quem confia na promessa: “Dá-nos hoje o pão nosso de cada dia.”

E é dessa confiança que brota a esperança de um mundo sem fome.

Jesus, ao multiplicar os pães, ensinou que o alimento não é apenas fruto da terra — é sinal de partilha, de compaixão e de compromisso com o outro. A paz verdadeira, tão anunciada pelos anjos na noite de Seu nascimento, só se concretiza quando cada pessoa tem dignidade, quando cada mesa tem pão, quando cada vida pode florescer.

Neste Natal, somos chamados a olhar para o campo com os olhos da fé:

a reconhecer no produtor rural um colaborador de Deus, um guardião da criação, um semeador de esperança.

E também a assumir, como cristãos, a missão de construir um mundo onde a fome não tenha lugar — um mundo moldado pelo amor de Cristo, pela solidariedade e pela justiça que Ele ensinou.

Que a luz do Menino Jesus ilumine o trabalho de quem cultiva a terra, fortaleça suas mãos, renove seus sonhos e faça de sua fé um testemunho vivo do Deus que veio habitar entre nós.

E que este Natal faça nascer, em cada coração, a coragem de multiplicar gestos, partilhas e sementes de paz.

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