Aliados do governador de Minas Gerais, Romeu Zema, andam incomodados com a postura do diretório nacional do Partido Novo no Norte e no Nordeste do país. Segundo apurou O Fator, pessoas do entorno do chefe do Executivo estadual, que é pré-candidato à Presidência da República, entendem que a cúpula da legenda conduz com lentidão os processos necessários para formar palanques estaduais com vistas a 2026.
Há críticas, por exemplo, à demora no avanço na montagem das chapas de candidatos a deputados federal e estadual. Por ora, o estado com articulações mais consistentes é o Ceará, onde o processo tem participação do senador Eduardo Girão.
Em julho, emissários do Novo de Minas chegaram a viajar ao Amazonas a fim de tentar ajudar correligionários locais a dar musculatura o diretório estadual.
Em que pese o incômodo de aliados do governador mineiro nos bastidores, ao menos em público o discurso é de unidade. O presidente nacional do Novo, Eduardo Ribeiro, garantiu, em abril, que Zema será candidato ao Palácio do Planalto caso Jair Bolsonaro (PL) não consiga reverter a inelegibilidade decretada pela Justiça Eleitoral.
