Deputados estaduais e federais do PL de Minas Gerais participaram de reuniões nessa quinta-feira (26) com a executiva estadual com o objetivo de definir os componentes das chapas proporcionais do partido para as eleições deste ano.
Embora os encontros tenham terminado sem o fechamento completo das nominatas, O Fator apurou que as relações de candidatos já estão praticamente definidas. O movimento pretende impedir a filiação de novos parlamentares com mandato.
O último pré-candidato à reeleição que conseguiu embarcar no PL foi o deputado federal Dr. Frederico, que deixou o PRD. A filiação dele teve o aval do também deputado Nikolas Ferreira e de filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Antes dele, já haviam assinado a ficha de adesão à legenda as deputadas federais Greyce Elias e Delegada Ione, ambas do Avante, e, no âmbito estadual, Chiara Biondini, que pertencia ao PP. A estratégia das bancadas é evitar que as chapas fiquem excessivamente “pesada” por causa dos postulantes à reeleição.
Esse entendimento só deve mudar se houver decisão da direção nacional — ou da família Bolsonaro. O prazo da Justiça Eleitoral para que parlamentares façam trocas de siglas sem que se configure infidelidade partidária termina em 4 de abril.
Internamente, o PL calcula ter condições de eleger 18 deputados federais e 16 estaduais. A “lista de espera”, composta por nomes que aguardam vagas nas chapas em caso de desistência de correligionários, reúne 10 pessoas.
Os nomes em espera também podem ser acionados em caso de descompasso na montagem dos apoios. Há possibilidade de substituição de pré-candidatos ao Legislativo que apresentem resistência a apoiar os nomes com os quais o PL pretende caminhar para o governo do estado, para o Senado Federal, cujo pré-candidato é o deputado federal Domingos Sávio, e para a Presidência da República (em chapa liderada pelo senador fluminense Flávio Bolsonaro).
O “double check” sobre o alinhamento de cada pré-candidato tem ocorrido nos últimos dias, já que o calendário da Justiça Eleitoral também prevê que, para disputar as eleições, a pessoa precisa estar filiada ao partido em que irá concorrer até 4 de abril.
Stand by reforçado
Embora a filiação de mais parlamentares com mandato seja difícil, interlocutores do PL mineiro dizem que, para cravar a composição das chapas, é preciso esperar até o limite da janela partidária, em 4 de abril.
Por isso, a definição sobre a postura do partido na eleição majoritária estadual ainda não está definida. As conversas dessa quinta, inclusive, serviram para reforçar aos pré-candidatos a deputado que o debate a respeito da disputa pelo Executivo só avançará mais à frente.
Nikolas Ferreira defende que a legenda componha a coligação do governador Mateus Simões (PSD), que tentará a reeleição. Outra ala, mais arraigada a questões ideológicas, reivindica apoio ao senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, caso ele decida concorrer.
A opção de candidatura própria segue em estudo, com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe; e o ex-prefeito de Betim Vittorio Medioli, como alternativas. A intenção de Medioli, contudo, é obter uma vaga na Assembleia Legislativa.
Lembra deles?
Além de parlamentares vindos de outros partidos e de quadros próprios que miram a reeleição, as chapas do PL terão nomes que almejam retornar à vida pública. Os ex-deputados federais Delegado Edson Moreira, Fábio Ramalho e Subtenente Gonzaga, por exemplo, pretendem disputar novamente assentos na Câmara.
