Preço da carne na Região Metropolitana de Belo Horizonte varia até 158%

O valor médio dos cortes, no entanto, segue estável, sem fortes variações mensais, apesar do tarifaço
Carne bovina, que já vinha apresentando tendência de queda, registrou apenas leves oscilações. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O consumidor da Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH) que pesquisar os preços da carne vai economizar. E muito. As variações entre estabelecimentos locais chegam a 158%. O valor médio dos cortes, no entanto, segue estável, sem fortes variações mensais, apesar do tarifaço de 50% imposto por Trump a produtos brasileiros.

Os dados são do levantamento realizado pelo MercadoMineiro, em parceria com o aplicativo comOferta. Eles foram colhidos entre os dias 20 a 22 de agosto de 2025, em 45 casas de carnes na RMBH. 
        

Variações mensais  

A carne bovina, que já vinha apresentando tendência de queda, registrou apenas leves oscilações de até -0,72%, enquanto itens como fígado e picanha tiveram altas discretas, a maior delas de 1,23%. 

Já no frango, prevaleceram reduções, especialmente nos cortes mais consumidos, como coxa e sobrecoxa, asa e peito, com quedas de até 1,35%.

A carne suína, por outro lado, foi a que mais pressionou o bolso do consumidor em agosto. Bisteca, lombo e pernil tiveram aumentos médios que variaram entre 1,95% e 4,36%, com destaque para a bisteca, que liderou os reajustes. 

De um açougue para o outro

Mesmo com preços médios relativamente estáveis, as diferenças entre os estabelecimentos continuam expressivas. Um exemplo é a asa de frango resfriada, que pode custar R$ 8,89 em um açougue e chegar a R$ 22,90 em outro, variação de 157,59%.

Situação semelhante é observada na carne bovina. A alcatra, por exemplo, varia de R$ 35,98 a R$ 84,90, diferença de 135,96%. Veja lista no fim da matéria.

Tarifaço

Com a imposição da tarifa de 50% a alguns produtos brasileiros, a previsão é a de que o custo fique mais alto no mercado norte-americano. Como reflexo, há a possibilidade de sobrar mercadoria no Brasil, puxando para baixo o preço no mercado interno em um primeiro momento.

Em entrevista no sábado (23), o vice-presidente Geraldo Alckmin, afirmou que o impacto do tarifaço dos Estados Unidos no setor da carne é limitado, devido à menor dependência do Brasil em relação ao país de Trump.

De acordo com ele, na década de 1980, 24% das exportações brasileiras iam para os EUA. Hoje, elas somam 12%, e o que está afetado é 3,3%. 

Onde a diferença é maior (preços por Kg)

Carne bovina

  • Alcatra: de R$ 35,98 a R$ 84,90 — variação de 135,96%.
  • Chã de fora: de R$ 31,98 a R$ 71,90124,83%.
  • Contrafilé: de R$ 36,98 a R$ 79,95116,20%.
  • Chã de dentro: de R$ 34,98 a R$ 75,00114,41%.
  • Fraldinha: de R$ 29,88 a R$ 59,99100,77%.

Carne suína

  • Costelinha: de R$ 19,98 a R$ 47,90139,74%.
  • Toucinho comum: de R$ 9,99 a R$ 21,90119,22%.
  • Salsicha: de R$ 7,98 a R$ 17,00113,03%.
  • Pernil sem osso: de R$ 17,98 a R$ 34,9094,10%.
  • Bisteca suína: de R$ 16,90 a R$ 32,9094,67%.
  • Lombo aparado: de R$ 19,98 a R$ 37,9089,69%.

Frango

  • Asa resfriada: de R$ 8,89 a R$ 22,90157,59% (maior disparidade da pesquisa).
  • Pé de frango: de R$ 6,98 a R$ 14,90113,47%.
  • Coxa e sobrecoxa: de R$ 9,99 a R$ 18,9990,09%.
  • Frango resfriado inteiro: de R$ 8,95 a R$ 15,9578,21%.
  • Filé de peito: de R$ 19,98 a R$ 34,9074,67%.

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