O camarão com requeijão do Coco Bambu foi parar no divã

Não precisa transformar o almoço de domingo em uma terapia em grupo sobre crustáceos gordurosos
Foto: Divulgação / Coco Bambu / Google Images

Costumo brincar que Papai do Céu, antes de eu nascer, fez um trato comigo. Disse que eu teria tudo que quisesse, mas que “odiaria” advogados e, por isso, só para balancear, meus melhores amigos seriam… advogados!

No curso da vida, quis o destino que eu me deparasse com outra categoria: jornalistas. E não falo aqui apenas dos jornalistas formados, mas de todos os profissionais que militam na comunicação e ganham a vida com o jornalismo.

Essa turma – e papai do Céu me sacaneou outra vez – é ainda mais “insuportável” que os advogados. E hoje, lá está um monte de jornalistas na prateleira de cima dos meus afetos. Fazer o que, senão relaxar e desfrutar?

Caraio, é só um camarão

A soberba e a fala pomposa dos – como é mesmo? – “operadores do direito”, me enche profundamente o saco. Para comentar um gol do Galo, os caras praticamente dissertam uma tese de mestrado. Putz! É só um gol.

Hoje, apareceu no feed do meu Instagram, um trecho de um crítico de restaurante “tocando o terror” no Coco Bambu. Gostar ou não do lugar e da comida, tudo bem. Avaliar e opinar a respeito, idem. É o trabalho do cara. Mas…

Alguns trechos da avaliação do rapaz: “Provar alguns dos pratos aclamados da casa é uma experiência tão anódina”… “Na realidade, são repletos de anacronismos, obviedades e somas aleatórias”. Caraca! Traduz saporra, pelo amor de Deus.

Terapia em grupo

Experiência anódina? Anacronismo, soma aleatória? Velho, é só uma big baixela de alumínio, entupida de camarão com requeijão e lotada de palha em cima. Pra que toda essa análise freudiana a respeito? Basta um “bão” ou uma “bosta” e tudo certo.

Não precisa transformar o almoço de domingo em uma terapia em grupo sobre crustáceos gordurosos – e deliciosos! Nem tampouco, como um desses jornalistas amigos, ou amigos jornalistas, tanto faz, em política (“restaurante de bolsonarista”).

Repito: é só um camarão! Mas aí o “jornalista” não seria jornalista, como o advogado precisa ser advogado. Depois não entendem porque “detesto” essa “raça”, ainda que os ame de paixão e não consiga passar um mísero dia sem a companhia deles.

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