As prováveis datas para o último passo da tramitação do Propag no Congresso

Proposta foi aprovada pela Câmara e, agora, retornará ao Senado para última análise antes de envio ao governo
O senador Rodrigo Pacheco
O programa permite que estados utilizem ativos, como estatais, para abater suas dívidas com a União. Foto: Andressa Anholete/Agência Senado

Após a aprovação por parte dos deputados federais na noite dessa terça-feira (10), o projeto de lei complementar (PLP) que trata da renegociação das dívidas dos governos estaduais com a União deverá ter a última etapa de tramitação no Congresso Nacional na próxima semana. Essa, ao menos, é a projeção de interlocutores ouvidos por O Fator. Antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o texto terá de voltar ao Senado Federal para análise das modificações feitas pela Câmara.

Embora a sessão do Senado que voltará a analisar o texto deva acontecer na semana que vem, ainda não há data definida para tal. Segundo soube a reportagem, o martelo a respeito das mudanças propostas pelos deputados não foi batido.

Nos termos originais, o pacote de refinanciamento, que ganhou o nome de Programa de Pleno Pagamento das Dívidas dos Estados (Propag), dava 120 dias após a publicação da lei para a adesão dos estados ao refinanciamento. O relator na Câmara, Doutor Luizinho (PP-RJ), entretanto, defende a extensão desse prazo para 31 de dezembro de 2025.

O ponto principal do Propag está na utilização de ativos estaduais para o refinanciamento das dívidas. Seria possível, por exemplo, repassar estatais à União como forma de abater o saldo devedor e diminuir o indexador de correção dos juros, atualmente calculados por uma fórmula que leva em conta o IPCA + 4%.

O governo de Minas Gerais, cuja dívida com a União chegou a estar na casa dos R$ 165 bilhões, tem a intenção de aderir ao Propag. Até a regulamentação do arcabouço, entretanto, o Palácio Tiradentes pagará as parcelas do débito sob as diretrizes do Regime de Recuperação Fiscal (RRF).

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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