O governo de Minas Gerais teve despesas da ordem de R$ 112,23 bilhões em 2024. Desse montante, R$ 75,89 bilhões — quase 68% do volume total — foram utilizados para pagamento de pessoal e encargos. Os dados constam em um boletim de custos produzido pela Secretaria de Estado de Fazenda e disponibilizado no início de abril deste ano.
A média mensal de gastos ficou em R$ 9,35 bilhões. O maior desembolso em um único mês ocorreu em dezembro, com a utilização de R$ 17,06 bilhões. O mês de janeiro, entretanto, foi o mais suave em termos financeiros: foram aplicados apenas R$ 6,5 bilhões.
As baixas despesas de janeiro estão relacionadas à sistemática de funcionamento do Sistema Integrado de Administração Financeira. Tradicionalmente, o primeiro mês de cada ano serve para ajustes contábeis e para o entendimento da nova Lei Orçamentária Anual (LOA).
Dezembro, por sua vez, corresponde ao mês de pagamento do 13° salário, o que acaba inflando a folha de pessoal.
Na semana passada, o governador Romeu Zema, do Novo, editou um decreto de contingenciamento fiscal. O orçamento, agora, será liberado a partir da confirmação das receitas suficientes para cobrir cada ação.
Quatro rubricas dominam despesas
Além dos gastos com pessoal, outras três rubricas dominaram as despesas de Minas no ano passado. Depois dos R$ 75,89 bilhões reservados para a folha do funcionalismo, aparecem os R$ 15,89 bilhões alocados no custeio de subvenções, auxílios e contribuições. Esse grupo de despesas se refere, por exemplo, aos repasses feitos a organizações de incentivo à saúde e ao bem-estar, como o Instituto de Previdência dos Servidores do Estado de Minas Gerais (Ipsemg).
Na sequência, vêm os serviços de pessoas jurídicas, que demandaram gastos da ordem de R$ 9,81 bilhões. Já a necessidade de adquirir materiais de consumo gerou desembolso de R$ 5,59 bilhões.
As quatro rubricas, juntas, correspondem a 95,5% de todos os custos do ano passado. As contratações e subvenções, cabe lembrar, englobam os repasses feitos a outros entes, como os municípios, a fim de ajudar na execução de políticas públicas.
As 5 unidades orçamentárias de maior custo em 2024:
- Secretaria de Estado de Educação: R$ 18,78 bilhões;
- Fundo Financeiro de Previdência de Minas Gerais: R$ 17,44 bilhões;
- Polícia Militar: R$ 14,35 bilhões;
- Fundo Estadual de Saúde: R$ 13,86 bilhões;
- Tribunal de Justiça: R$ 8,77 bilhões.
