Trabalhadores da educação desafiam PBH e anunciam que não abrirão escolas para refeição

Dezenas de unidades escolares informaram à comunidade que não abrirão as portas, conforme apurou O Fator
Em todo o país, 621 prefeituras ainda não finalizaram a habilitação. Foto: Divulgação/PBH

Mesmo após determinação da prefeitura de Belo Horizonte para que as escolas municipais abram neste sábado (28) e sirvam café da manhã aos alunos, dezenas de unidades da rede já anunciaram que não vão cumprir a medida, conforme apurou O Fator. Em meio à greve da educação, que já dura quase um mês, os trabalhadores classificam a medida como “midiática” e afirmam que manterão a adesão total ao movimento.

“O prefeito desconhece a educação pública. As escolas nunca abriram aos sábados para fornecer refeições, não há provisionamento de merenda. Como a escola vai abrir para servir café da manhã? Isso não passa de uma atitude midiática”, criticou a presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH), Vanessa Portugal.

A decisão da Prefeitura foi comunicada nesta quinta-feira (27), durante coletiva com o prefeito Álvaro Damião (União). “Sou oriundo da escola pública. Sei da importância da merenda escolar. Por isso, se você quiser levar sua criança para tomar o café onde ela sempre tomou, na escola onde ela toma, se quiser levar ele para almoçar lá na escola, você pode levar”, afirmou.

A determinação da prefeitura é de que as escolas abram no sábado para café da manhã e de segunda a sexta-feira para café da manhã e almoço. Nos grupos de professores e pais, as mensagens com informações sobre escolas que não abrirão as portas chegam a todo minuto.

A reação das escolas expõe a tensão entre a PBH e os trabalhadores da educação, que cobram reajuste salarial, recomposição do quadro de profissionais e valorização da carreira. A greve atinge unidades de educação infantil e ensino fundamental em todas as regionais de Belo Horizonte.

Proposta

Aos trabalhadores, a prefeitura de Belo Horizonte ofereceu reajuste de 2,49%. Durante a coletiva, o prefeito Álvaro Damião afirmou que trata-se de “aumento de salário”, pois, segundo ele, o professor da rede municipal em Belo Horizonte recebe vencimentos superiores ao piso. De acordo com o prefeito, a educação foi a única categoria que não aceitou a proposta do Executivo municipal.

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