Este colunista não mencionará, neste espaço, figuras que têm causado o mal ao Brasil e ao povo brasileiro. Não darei palco nem luz àqueles que utilizam a manipulação como ferramenta de poder. O Brasil e o brasileiro merecem lideranças melhores que inspirem, unam e sirvam.
A política é, antes de tudo, a arte de construir consensos. Nos tempos sombrios que vivemos, marcados pela manipulação em massa e pela superficialidade das redes sociais, esse princípio parece ter se perdido. Muitos políticos transformaram o debate público em espetáculo, onde a desinformação e a polarização valem mais do que a escuta e a disposição de dialogar. Essa distorção empobrece a democracia e distancia a política de sua verdadeira função: servir às pessoas.
Minas Gerais tem uma tradição que merece ser lembrada, respeitada e valorizada. A história política mineira foi moldada por lideranças que compreenderam a conversa como ferramenta indispensável. Presidentes como Juscelino Kubitschek e Itamar Franco souberam ouvir e construir pontes, cada um à sua maneira. Tancredo Neves tornou-se símbolo da transição democrática justamente pela capacidade de unir diferentes correntes em torno de um projeto de país. Hélio Garcia, por sua vez, foi exemplo de equilíbrio e sensatez na condução da vida pública.
Esse legado não é apenas histórico; ele se projeta no futuro próximo com lideranças que podem definir os rumos de Minas. Rodrigo Pacheco, senador, ex-presidente do Congresso Nacional, consolidou-se como uma das principais vozes pacificadoras do país. Atuou de forma decisiva para manter a democracia de pé em momentos de tensão, conduzindo negociações complexas com serenidade e equilíbrio.
Tadeu Martins Leite, o “Tadeuzinho”, presidente da Assembleia Legislativa, é hoje cortejado por diferentes grupos políticos e possíveis candidatos. Jovem, habilidoso e com notável capacidade de diálogo, é visto como o fator surpresa da política mineira, aquele que pode despontar e surpreender pelo seu jeito de fazer política, aproximando e construindo pontes onde muitos enxergam barreiras.
Mateus Simões, vice-governador, assumirá o comando do Estado quando Romeu Zema se licenciar para outras disputas. Com a máquina do governo nas mãos e disposição já demonstrada para atuar politicamente, é um forte candidato na sucessão mineira.
Apesar de trajetórias e perfis distintos, todos compartilham algo raro na política contemporânea: a recusa ao caminho fácil da “lacração” nas redes sociais. Em tempos em que parte da política se resume a frases de efeito e vídeos para viralizar, essas lideranças compreendem que não se governa no grito, na ameaça ou na lógica do inimigo. Entendem que a verdadeira política exige diálogo constante, paciência, construção coletiva e responsabilidade com o futuro.
É essa postura que diferencia quem busca resultados concretos de quem vive apenas da espuma do momento. É essa política que deve permanecer viva.
A gestão pública é, afinal, um processo contínuo. Governar não é começar do zero a cada eleição, mas dar prosseguimento a políticas públicas e programas que funcionam, aperfeiçoando o que precisa ser melhorado e mantendo o que dá resultados à população. A política que se preocupa com o futuro, entende que cada projeto bem-sucedido é patrimônio público e não troféu de um único gestor. Interromper ações eficientes por rivalidade ou vaidade pessoal é desperdiçar recursos e tempo. Quem paga essa conta é sempre a sociedade. Minas, com sua tradição de planejamento e responsabilidade, tem a oportunidade de reafirmar essa lógica, mostrando ao Brasil que governar é pensar além do próprio mandato e deixar um legado que beneficie as próximas gerações.