A expectativa do mercado para o lançamento da privatização da Copasa

Interlocutores a par do processo acreditam em publicação de regras nos próximos dias
Barramento da Copasa
Além da validade até 2073, os contratos possuem cláusulas sobre metas de universalização dos serviços de água e esgoto alinhadas às exigências federais, com horizonte até 2033. Foto: Copasa/Divulgação

Interlocutores do mercado financeiro ouvidos por O Fator acreditam que a Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) pode lançar, já nesta semana, os documentos referentes ao processo de privatização. A publicação do arcabouço nos próximos dias é vista como importante para viabilizar a conclusão da desestatização até o mês que vem.

A modelagem aprovada pelos acionistas da estatal de saneamento tem dois caminhos. Um, considerado prioritário nos bastidores, contempla a negociação de 30% dos 50,03% sob a posse do governo do estado a um parceiro de referência. Outros 15% seriam lançados para oferta no mercado. O restante — 5% — se manteria nas mãos do poder público.

O outro percurso, tido como secundário, gira em torno da autorização para o governo estadual vender até a totalidade dos seus títulos. Seria, na prática, a transformação em corporação.

O eventual lançamento da oferta nesta semana seria uma antecipação em relação ao cronograma traçado pela Copasa no início deste mês. À ocasião, a intenção era divulgar formalmente as regras perto do dia 20, com prazo para a entrega de documentação até o encerramento de abril.

Como O Fator já mostrou, a Perfin, maior acionista privada da companhia, não pretende entrar na corrida pela fatia destinada a um parceiro de referência. Os fundos do grupo miram adquirir uma parte dos 15% que serão franqueados ao mercado.

Foi repórter especial do caderno de Política do Estado de Minas. Trabalhou, também, na Rádio Itatiaia. Antes, militou no jornalismo esportivo, no Superesportes.

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